Enquanto alguns países alertaram para a ameaça aos elefantes ? caçados pelo marfim, e aos crocodilos ? caçados pelo couro, o Brasil conseguiu mostrar, para mais de 170 países, o risco da superexploração do setor pesqueiro para quatro espécies marinhas, entre tubarões e arraias.
A oceanógrafa e analista ambiental, Monica Brick Peres, gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros (GBA) da Secretaria de Biodiversidade e Floresta do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que coordenou a elaboração da proposta brasileira, explicou que o alto preço cobrado no mercado internacional pela barbatana ameaça as espécies no mundo e no Brasil.
?Essas espécies estão ameaçadas de extinção no mundo e no Brasil, com declínios populacionais acentuados. A principal ameaça a todas elas é o mercado internacional de barbatanas (nadadeiras, no caso de tubarões e guelras, no caso das raias), que atingem altíssimo valor no mercado oriental?, disse ela.
Durante a 16ª Conferência da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que terminou hoje (14), em Bangcoc, na Tailândia, o governo brasileiro defendeu que sem um maior controle desses mercados, essas espécies não terão condições de aguentar a pressão da exploração. (Agência Brasil)




