Enquanto eu for gerente da ADAB, mudas de laranjas não entram na Feira, diz Luiz Geraldo

 Os viveiristas de Santo Antonio de Jesus estão proibidos de venderem  mudas de laranjas na Feira Livre do município, por isso, José Lício apelou no programa Levante a Voz para que o prefeito e vereadores os  ajudem  a voltar à Feira Livre da cidade.

Em entrevista ao repórter Antonio Carlos, Luiz Geraldo, gerente da ADAB (Agência Estadual de Defesa Agropecuária), confessou ter ficado preocupado quando viu a matéria, pois há dois anos, houve uma reunião, onde ficou decidido que haveria uma fiscalização na venda de mudas. ?Temos a  ata com assinaturas de várias pessoas de Santo Antônio de Jesus pedindo que a gente fizesse uma fiscalização efetiva na Feira.  Por isso, foi feita a apreensão de algumas mudas e a prisão do infrator”, esclareceu.

?É necessário que as pessoas entendam que o mundo avança. E como tal, as novidades surgem e as necessidades  também. Temos em Santo Antonio de Jesus um polo de produção de muda. Nós temos regras!  Nós não criamos praticamente nada. A lei não é criada por Luiz Geraldo. A Lei não é criada pelo prefeito. Ela é criada por pessoas que entendem que precisa ser disciplinado o comércio e este senhor sabe disso. Enquanto eu estiver gerente da ADAB, o comércio ambulante de mudas aqui em Santo Antonio de Jesus não vai funcionar. Eu vou prender a pessoa?, explicou. Ele lembrou que já prendeu várias pessoas que vendiam de forma irregular e não terá nenhum problema em fazer novamente.

Luiz Geraldo explicou que a existência de algumas pragas em determinadas regiões foi o motivo que ocasionou a proibição. ?Há pouco tempo atrás a Bahia era livre da ?pinta preta”.  Segundo Luiz, Laje, São Miguel das Matas, Valença, Muniz Ferreira, Amargosa, Dom Macedo, Mutuipe , Elísio Medrado, Castro Alves, Sapeaçu , Conceição do Almeida, São Felipe, Cruz das Almas, Muritiba e Governador Mangabeira estão com problemas para comercializarem os frutos por causa das ?pintas pretas?.

Ainda disse que  o problema não é a produção dos frutos  que se consome no fundo do quintal de casa, mas sim, a produção para industrias. ?As pessoas tem de pensar no lucro do Estado, do Município e do país.  Para Luiz Geraldo, os viveiristas devem procurar o apoio da ABAB e do prefeito de acordo o dito na Lei. 

 

Blog do Valente/ Nadia Santos