O coordenador de Vigilância a Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Santo Antonio de Jesus, Ricardo Mendes, em entrevista concedida à rádio Andaiá FM, falou a respeito da situação do índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti na cidade. A principio, o coordenador relatou como se encontra este índice, e de acordo com o mesmo, fechou-se ciclo de fevereiro com 0,7%, e no o inicio de abril encontrou em 1%. Dessa forma, concluiu-se que 1% das residências de Santo Antonio de Jesus apresentou focos de larva e ou mosquito. “Dentro desse percentual, houve um aumento de 0,3%, em trinta dias, chegando a um índice que é considerado aceitável pelo Ministério da Saúde”, argumentou o coordenador.
?Saímos de um verão muito seco, estamos entrando no outono, e geralmente é uma estação que chove mais, e é normal que estes índices aumentem, justamente com o aumento das chuvas, temos altas temperaturas com mais umidade e isto favorece a proliferação do mosquito?, relatou. Embora, com este aumento, o coordenador afirma está dentro do índice tolerável de infestação predial. Porém adverte: ?estamos entrando num momento crítico de combate a dengue?. E solicita a ajuda de toda a população.
A dengue é uma doença cujo sintoma é muito parecido com outras viroses, enfatiza o coordenador, e por conta das campanhas e propagandas contra a dengue, as pessoas logo suspeitam da doença, o que é bom argumentou, ?pois o tratamento é feito pensando na doença, que é grave?, conclui
Foi constatado que até o dia 28 de março, houve 31 casos notificados de dengue, sendo 5 confirmados e 26 suspeitos, o que não ocasiona no número total de registros da doença no município, pois de acordo com o coordenador, o que acontece no Brasil e conseqüentemente em Santo Antonio de Jesus e é um problema grave, é a sub notificação, ou seja, as pessoas não procuram as unidades de saúde, ou em alguns casos, as próprias unidades de saúde não notificam os casos da doença.
Dos casos confirmados, o coordenador Ricardo Mendes salientou que houve apenas um caso que evoluiu para dengue com complicações, não foi dengue hemorrágica, afirmou. E desabafa dizendo: ?as pessoas não levam a dengue a sério, a dengue é uma doença grave, que mata…? E solicita para que as pessoas cuidem de seus quintais, das caixas d?água, calhas.
A respeito da evolução da doença, de fato, uma enfermeira do Hospital Regional foi acometida com a doença, sendo transferida para o Hospital do Subúrbio em Salvador e por conta dos parâmetros hematológicos foi considerado dengue com complicações, relatou Ricardo Mendes. Para fechar o diagnóstico entre dengue clássica, com complicações e hemorrágica, é necessário fazer uma série de exames para ter certeza do nível da doença.
Para o combate a doença, o coordenador enfatizou que irá realizar mutirões, nos dias 13/ 20/ 27 de abril, com a intenção de combater e reduzir a proliferação do mosquito.
Sidna Rodrigues




