Vereadora Ana Rita sobre projeto que proíbe o sacrifício de animais em cultos religiosos: 'Sou a favor da vida'

Nesta quinta-feira (16), haverá uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus com o objetivo de discutir a violência contra os animais. Ana Rita Tavares, vereadora de Salvador e especialista em defesa de animal, estará presente no debate.

Em entrevista a Lélis Fernandes, a  vereadora comentou que a audiência está sendo promovida pela ONG Animais , que é uma instituição de proteção a animais da cidade, além disso, ressaltou a necessidade de implantação de políticas públicas para animais.

?Nenhuma sociedade pode ser feliz, se de fato existirem animais sofrendo. Em termos legislativos, temos desde 1988 a Constituição Federal que diz ser vedada a prática de violência contra animais e cabe ao Poder Público zelar pela vida deles. Depois, veio a Lei de Crimes Ambientais que no Artigo 32 diz que maltratar animais é crime e fixa a pena de dois anos de detenção e mais uma multa. Após essa legislação, começamos ver a mobilização do Ministério Público através dos promotores do Meio Ambiente que começaram um trabalho essencial em defesa dos animais? explicou.

Disse ainda que o movimento em defesa dos animais na Bahia é forte, e isto culminou em sua eleição para  vereadora em Salvador. ?Tive o apoio das ONG?s de proteção aos animais, por isso , que apoio estas pessoas que trabalham por amor na defesa dos animais, além dos protetores independentes?, esclareceu. Ela também citou casos de animais maltratados e que repercutiu nacionalmente, a exemplo de Lobinho, animal espancado a vassouradas no bairro Pau da Lima, em Salvador.

Em relação ao projeto de Lei que proíbe o sacrifício de animais em cultos religiosos, ela disse ser de conhecimento geral a sua luta pela vida. ?Nosso trabalho em Salvador é a favor da vida. Há 17 anos, sou vegetariana, por que com o passar dos anos, vamos percebendo que é ruim se alimentar da dor do outro. Todos os animais têm o direito de viver. Não aceito a morte de animais seja em  terreiro de Candomblé, abatedouros ou frigoríficos?, esclareceu. Mas ressaltou entender que não é com um projeto de Lei que se mudará uma cultura, pois é necessário levar informações as pessoas, mostrando a realidade a respeito do assunto e deixá-las fazer escolhas.