No dia em que médicos pernambucanos saíram às ruas do Centro Recife para protestar contra a contratação de profissionais estrangeiros, o governador Eduardo Campos (PSB) se mostrou favorável ao projeto anunciado pela presidente Dilma Rousseff, na última segunda (24), em Brasília, para tentar minimizar os problemas na rede pública de saúde.
Em nota enviada à imprensa, na noite desta terça-feira (25), o chefe do Executivo estadual informou ser a favor da entrada de médicos de outros países no Brasil ?como medida temporária, assegurando, em primeiro lugar, o aproveitamento racional dos profissionais brasileiros já existentes e depois de definido o aumento da oferta de vagas em cursos de medicina em todas as regiões do País?.
Na tarde de hoje, centenas de médicos e estudantes de medicina fizeram protesto no bairro de Derby, área central da capital. O ato cobrou melhorias nas condições de trabalho na rede pública e repudiou a medida anunciada pelo governo federal, que planeja trazer os profissionais estrangeiros para atuar nas cidades do interior sem a revalidação do diploma no Brasil.
“Somos contra a medida porque o governo federal não tem interesse de fazer o Revalida, que é um exame de revalidação de diplomas médicos estrangeiros, nem um teste de proficiência em nossa língua”, disse o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Mário Jorge Lôbo.
Pela manhã, os médicos já haviam suspendido parcialmente as atividades nas unidades de saúde do estado como forma de protesta contra o anúncio do pacto da saúde.
Ainda nesta terça, servidores do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), conhecido como a maternidade da Encruzilhada, na Zona Norte da cidade, entraram em greve por tempo indeterminado. Eles cruzaram os braços em reivindicação ao atraso no pagamento da gratificação de produtividade. A unidade é vinculada à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.



