Presidenta Dilma Rousseff propõe pacto pela reforma política

A presidenta Dilma Rousseff foi a primeira a discursar na reunião envolvendo governadores e prefeitos de todas as capitais do país na tarde desta segunda-feira (24), no Palácio do Planalto, em Brasília. Nele, ela propôs um plebiscito para a convocação de uma constituinte exclusiva que elaboraria uma nova legislação sobre crimes políticos. Nela, esse tipo de irregularidade seria classificada como hedionda e crime contra a nação. “Meu governo está ouvindo as vozes democráticas que saem às ruas e pedem mudança”, disse.   No campo da saúde, ele reiterou a ideia, já apresentada em discurso em rede nacional na última sexta-feira (21), de contratar médicos estrangeiros para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). Sabendo que a proposta é reprovada pelas associações de médicos espalhadas pelo país, que pregam maior investimento no setor, Dilma disse que é intenção do governo federal criar cerca de 12 mil novas vagas de graduação e residência na área de medicina.  Já no que diz respeito à mobilidade urbana, Dilma afirmou que destinará R$ 50 bilhões para novos investimentos em obras relacionadas a esta área. Ainda não está claro, entretanto, onde e como esses recursos serão aplicados. A presidenta disse ainda que é intenção do governo federal desonerar o PIS/COFINS do óleo diesel dos ônibus e energia dos metrôs. Além disso, ela quer criar o Conselho Nacional de Transporte, com participação da sociedade civil.   Por fim, Dilma propôs um pacto pela educação pública, com a valorização dos cursos técnicos e profissionalizantes, criação de universidades públicas de excelência e valorização dos professores. Para isso, 100% dos royalties do pré-sal seriam destinado à educação. O projeto já tramita no Congresso Nacional e é pauta de discussão entre os partidos. “Acredito que esse é um esforço que devemos fazer para que haja uma mudança a curto, médio ou longo prazo em nosso país”, afirmou.   A reunião com prefeitos e governadores foi uma resposta do governo federal a série de manifestações que tomou conta das ruas de diversas cidades do país nos últimos dias. Com pautas diversificadas, os grupos lutam principalmente por maiores investimentos na área de mobilidade urbana, saúde, educação e, sobretudo, pelo fim da corrupção e melhor uso do dinheiro público. Sobre esta situação, Dilma finalizou com uma reflexão. “Cabe a nós saber retirar desse momento mais força para fazer mais pelo Brasil e pelos brasileiros”. (Aratu)