Acredito que foi uma pressão do partido, Ailton Santos ter abdicado do cargo de assessor na Câmara Municipal. No PT todo mundo arruma a vida de todo mundo no governo do Estado. Um cargo ali e outro aqui. Ailton Santos se afastou de sua vida sindical e deu uma grande contribuição, se expôs e pagou um preço alto. Se colocou como candidato a prefeito e enquanto isso seus assessores minavam sua base eleitoral. Quando ele desistiu e voltou, a base já estava minada e ninguém se preocupou. Humberto Leite não o convidou para ocupar um cargo nem do segundo escalão.Uma pessoa que tem competência, muito mais do que muita gente que ocupa cargos e não deveria.
Ailton foi convidado para prestar um serviço à Câmara, por pressão do próprio partido, mas o PT também tem que pensar não só na vida pessoal, mas na sobrevivência política, que todo mundo quer. É uma grande liderança e só perdeu a eleição porque mirou um cargo na prefeitura, depois colocaram Álvaro para ser candidato, e ele acabou saindo como vereador e não deu sorte. Lembram de Padre Pedro, o ex-vereador? Aconteceu a mesma coisa. Lamentável isso. Não sei o que me causa mais surpresa, se a nomeação de Ailton para um cargo político no grupo de Euvaldo Rosa ou a exoneração dele num tempo tão rápido.
Léo Valente


