A defesa em crise e recorrentes derrotas fora de casa geraram medidas drásticas no esquema tático do Vitória, que enfrenta o Inter nesta quinta-feira, 12, em Porto Alegre.
Assim como ocorreu no Maracanã, contra o Flamengo, o Leão terá três volantes no duelo com o Colorado. Porém, com uma mudança. Neto Coruja terá uma nova chance, no lugar de Luis Alberto.
Dentro de campo, Coruja já provou sua qualidade, mas a série de contusões tem sido o seu grande adversário na carreira. Desde que saiu da base para o time principal, em 2009, o atleta nunca conseguiu emplacar seis jogos consecutivos.
Este ano, iniciou a temporada como titular, na Copa do Nordeste, mas só atingiu a marca de três jogos seguidos, o recorde nos últimos nove meses. Porém, sentiu o joelho e retornou apenas no Baianão. Em 2013, já foram cinco diferentes tipos de contusão, entre dores musculares, joelho e coxa. Entrou 12 vezes em campo.
No Brasileirão, Neto disputou cinco partidas, contando com a rodada anterior, contra o Atlético-MG. Na condição de titular, o último jogo foi contra o Grêmio, há três meses.
“Não sei mais responder se é azar ou algo parecido. O que posso dizer é que o Neto Coruja de hoje é diferente daquele de dois anos atrás. Estou evoluindo e sei que tenho que me cuidar bem mais do que qualquer jogador, devido às tantas contusões”, confessa Neto.
Futuro incerto – Para o volante, os próximos jogos vão determinar seu futuro no Leão. Seu contrato se encerra no dia 25 de março de 2014 e Neto ainda não recebeu proposta de renovação.
“É uma luta para mim conseguir estar pronto para jogar. As lesões me atrapalham muito, mas meu sonho é poder fazer as 19 partidas restantes inteiras e sem sentir nada. No banco ou jogando, não posso parar mais, pois meu contrato está perto do fim e preciso resolver minha vida aqui”, discursa.
Sobre a possibilidade de deixar o futebol, Neto brada e garante que isso nem passa por sua cabeça. “Não posso parar de jogar. Existe uma família que depende de mim. Evoluí como ser humano e sei que preciso me dedicar na profissão. Vou lutar até onde der”, completa.
Retornando ao futebol, Neto Coruja rasga elogios aos outros dois volantes confirmados para o jogo: o paraguaio Cáceres e Michel. Também garante que atuar com três meias defensivos pode melhorar a crise na defesa rubro-negra.
“Ter três volantes pode evitar os gols que não podemos levar. Mas o futebol brasileiro está tão difícil que o importante é fazer mais gols do que levar, independente de quantos sofra. Tomar um, mas fazer dois é o que vale nos 19 jogos da Série A que restam”, finaliza. (A Tarde)


