Santo Antônio de Jesus não pode deixar morrer nem perder a Festa do Tio Zé

Durante certo período nós nos queixávamos aqui em Santo Antônio de Jesus,   primeiro da falta de um bom São João, isso foi resgatado na gestão passada e continuado com muito brilhantismo na atual gestão.  Queixávamos-nos também da falta de uma festa de camisa  que ?pegasse?,  até porque nestas festas de camisa, vem pessoas da região inteira  e até mesmo          de Salvador para Santo Antônio de Jesus.

Tivemos o Visgo, mas por problemas de brigas entre os sócios, infelizmente, o Visgo que seguia de vento em poupa, acabou caindo.  Depois tivemos  o Arraiá do Chapéu , uma festa que toda vizinhança  perguntava que dia iria ser  e quais bandas iriam tocar, mas esta , por desavenças entre sócios, acabou também. Depois tivemos uma boa edição de uma festa chamada Forró da Mandioca, mas infelizmente, também não seguiu. As outras cidades como Amargosa tem o tradicional Forró do Piu-Piu, Cruz das Almas tem o Forró do Bosque e Santo Antônio de Jesus nessa carência surgiu o Arraiá do Cerveja e Cia  com a parceria de Ivete Sangalo  e filhos da cidade e também a festa do Tio Zé.

A festa do Tio Zé  é exatamente em homenagem a um uma pessoa chamada José Augusto, médico, conhecido como seu Zé , e os filhos  fizeram uma homenagem ao próprio pai.  Ela é  algo bem original e de Santo Antônio de Jesus. A festa do Tio Zé  deste ano está enfrentando um problema ,  que tem de ser discutido e repensado tanto pela iniciativa privada como pelo próprio Poder Público, que é a falta de espaço para shows em uma cidade grande  de acesso fácil e comércio grande como é Santo Antônio de Jesus.

A Fazenda Reunidas BH não poderá ser utilizada, pois  o Ministério Público embargou o  local para festas desta magnitude após solicitação da Polícia Rodoviaria Federal devido ao congestionamentos causados na BR-101 . A informação que temos é que os organizadores estão tentando outro local. Tentaram o espaço do São João, mas a prefeitura não pode alugar.  Já que  existe uma indefinição sobre a posse do terreno com a União, a prefeitura pode enfrentar problemas se começar   alugar o espaço.  Diante desta situação, os organizadores estão tentando fazer  festa  no Estádio Municipal José Trindade Lobo, claro que essa festa só é possível se os organizadores se colocarem  a disposição para entregar o estádio como encontrou ou quem sabe até melhor, pois ali  tem as arquibancadas ideias para os camarotes. Quanto a recuperação  do gramado, isso tem de ser cláusula de contrato.  

O Estádio é o único local onde o pessoal pode fazer esta festa. Santo Antônio de Jesus é uma cidade de acesso fácil e   irá  crescer mais quando chegar a ponte que liga Salvador ?Ilha de Itaparica e não pode viver nesta situação de não ter uma festa. Nós solicitamos  ao Poder Público que viabilize  porque é a última apresentação de Bel no Chiclete com Banana na região. Em Salvador, todos os abadás do Camaleão já foram vendidos diante disso. É uma oportunidade única. É uma festa que tem a certeza do sucesso. Por outro lado, o município  ganha e não gasta absolutamente nada.

O município ganha com o ISS que pagam, ganha  com o vendedor de cachorro quente, pipoqueiro que monta as barracas  e ganha também porque  durante dois ou três meses, os organizadores tem de contratar pessoas para trabalhar. Isso gera renda, movimento e imposto. Independente disso,  gera movimento para nosso comércio.  Que tenhamos outras. Que outras datas sejam aproveitadas por pessoas competentes e saibam dar seqüência a esta  festa. Nós torcemos para que a prefeitura juntamente com  os organizadores da festa encontrem uma solução para que a festa do Tio Zé não vá para outra cidade, pois os organizadores já receberam propostas de fazendas de Conceição do Almeida e Dom Macedo Costa.Se isso acontecer, nosso município vai perder este investimento, esta referência. A Associação Comercial precisa entrar nesta briga, pois sempre lutou pelo que traz retorno e movimento para nosso comércio, nossa cidade. Uma solução precisa ser encontrada, mas não podemos deixar morrer nem  perder a festa do Tio Zé.

Léo Valente