SAÚDE Obesidade, qual o principal vilão&#63

 O cardilogista Marcos Cerqueira fala sobre os riscos da obesidade e dá dicas de como combatê-la.  Por definição, obesidade é o acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode prejudicar a saúde. Assim, todos já ouviram falar de pelo menos um desses problemas causados pela obesidade, como o aumento do risco de pressão alta, do diabetes, do acúmulo de gordura na região abdominal (pode ocasionar futuros problemas cardíacos e no fígado), além de dificuldades respiratórias, problemas para locomoção e até mesmo a predisposição a alguns tipos de câncer.

Então, para não se correr o risco de ficar obeso vamos entender melhor como é que se pode ganhar tanto peso. A obesidade pode ter várias causas associadas, geralmente há uma predisposição genética que em conjunto com fatores culturais e ambientais levam a um ganho de peso exagerado. Ressaltando que, a predisposição genética é sim um fato, mas contribui apenas com 25% para o desenvolvimento da obesidade, sendo assim ela precisa de mais do que isso para acontecer.

Filhos de pessoas magras que de repente ficam obesas. Qual o vilão? Alimentação de hoje? A comodidade de andar de carro e não a pé? O cardiologista Marcos Cerqueira fala sobre os principais vilões da obesidade. Segundo o médico, a obesidade é um grande problema de saúde pública no mundo, onde há 1bilhão de pessoas acima do peso num universo de 6 bilhões de habitantes.

No Brasil, 52% dos brasileiros estão acima do peso e isso preocupa as autoridades públicas. ?A obesidade traz um aumento de risco cardiovascular e chances de se desenvolver outras doenças, como diabetes e hipertensão?, informou. Segundo o médico, a obesidade não pode ser vista apenas como problema estético. ?A obesidade é um fator de risco, independente para doença cardiovascular, infarto ou derrame. Ela tem aumentado em todas as classes sociais e idades?, alertou.

A obesidade infantil

Na década de 70, 3 a 5% as crianças tinham aumento de peso. Nos dias atuais o número quintuplicou. ?Hoje está mais de cinco vezes. Na verdade é um conjunto de fatores. as mudanças de vida moderna contribuíram muito. Os fatores alimentares, o excesso de calorias que faz com que a gente acumule isso através de uma reserva de gordura, a mais importante, para que futuramente possa ser disponibilizado?, salientou.

Os hábitos alimentares, como o consumo de alimentos gorduras, a exemplo de um cachorro quente com maionese, frituras, salgadinhos em geral, refrigerantes, chocolates, coxinhas, que agradam ao paladar. Existem muitas causas para a obesidade infantil, mas não podemos deixar de mencionar as características genéticas. A criança é acostumada a vida toda a comer esse tipo de alimento e os pais tem culpa. ?Criança é igual cachorro, se está gordo alguém está levando comida para ele. 50% das crianças que tem pele menos um dos pais acima do peso tem obesidade, se os dois forem obesos, essa taxa sobre para 100%. A criança se baseia no padrão alimentar dos pais, do que lhe oferecem?, ressaltou o médico.

O cardiologista lembra que alguns colégios tem preocupação de estimular uma dieta saudável, mas por ter hábitos inadequados, a cantina acaba não vendendo e lá fora as crianças têm acesso a esses alimentos errados. ?O ganho de peso está relacionado também ao que você gasta. Consome mais e acumula em forma de reserva, que se traduz pela gordura. Pode se alimentar com mais caloria, mas tem que ter uma vida ativa?, explicou Marcos Cerqueira.

Os transtornos psicológicos também favorecem o comer de forma compulsiva. A obesidade tem que ser encarada como doença. Não existe o gordinho sadio. ?Tem aumento de peso e gera transtornos psicológicos pelas brincadeiras na escola, o bulling. A obesidade aumenta o risco de doença cardiovascular. O hábito de vida moderna não favorece a prática de atividades físicas. Hoje as crianças brincam em frente ao computador ou da televisão e não gastam energia e sempre comendo biscoitos e sanduíches. A violência urbana também ajuda porque os pais prendem mais os filhos em casa?, disse o cardiologista Marcos Cerqueira.

DICAS

Procurar nutricionista para avaliação

Médico para avaliação clínica

Mudanças de estilo de vida alimentar

Atividades físicas

Cristina Pita/Fonte Dr. Marcos Cerqueira