O corpo do baiano Odycleidson Moraes do Nascimento, 22 anos, morto a facadas no dia 05 de dezembro, na cidade de Blanes, na Espanha, foi liberado pela justiça do país na última sexta-feira (10). A informação foi confirmada ao Aratu Online pela tia dele, Clednea Queiroz da Silva. Segundo ela, a mãe do jovem, Maria Cristina Moraes, 44 anos, permanece na cidade, mas ainda não conseguiu o dinheiro para realizar o traslado. ?O Itamaraty afirma que está nos ajudando, mas é mentira. Ele não tem o dinheiro e o visto de permanência na Espanha vence hoje (sábado)?, disse.
Clednea contou ainda que sua irmã está desesperada e não sabe como resolver a situação. Todo o processo custaria R$ 21 mil. Uma conta bancária foi disponibilizada para angariar recursos, mas a mãe dele, que viajou com cerca de R$ 900 e está na casa de uma amiga do filho, não consegue ter acesso ao saldo. ?Ela nunca cadastrou uma senha digital para essa conta e o gerente da agência, localizada no município de Castro Alves, na Bahia, disse que isto não pode ser resolvido por telefone?, informou Clednea.
Desde que chegou à Espanha, Maria Cristina ainda não tinha visto o corpo do filho. Ela só foi ouvida por um juiz espanhol na última quinta-feira (9). Antes disso, apenas os pertences do filho, que morava no país há quatro anos, haviam sido entregues a ela.
Odycleidson Moraes do Nascimento estava no apartamento do padre espanhol Jaume Reixach, com quem morava, quando tentou apartar uma briga e acabou sendo assassinado. O crime foi cometido por um filipino de 44 anos identificado como Eulogio Sol Lumalang. O baiano conheceu o religioso em um Carnaval de Salvador, mas não sabia que ele era padre.
O jovem foi levado por Reixach à Espanha, com a promessa de um emprego que lhe traria bons rendimentos. No entanto, Odycleidson estava fazendo serviços domésticos na casa do padre em troca de moradia. O autor do crime, que era amante do padre, relatou à polícia que cometeu o homicídio porque tinha medo de perder a herança de Reixach. (Aratu Online)


