O caju, fruta típica do Nordeste que garante à Bahia o quarto lugar na produção nacional, perdendo apenas para o maior produtor que é o Ceará, seguido de Piauí e Rio Grande do Norte, tem enfrentado severas perdas em sua cultura devido ao agravamento do Oidio (Oidium anacardii) no País. Trata-se de uma doença que ataca tanto a produção de castanhas, como de pseudofrutos, ou em ambas, e que até pouco tempo era considerada secundária, não necessitando medidas de controle. Para reverter essa situação, o governo criou um grupo de trabalho formado por representantes da Casa Civil, da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), no fim do ano passado, para elaborar um plano de trabalho com estratégias, metas e com o acompanhamento devido. Segundo o coordenador de Estudos e Projetos Agrícolas da Seagri, Marcelo Libório, o grupo pretende incluir organizações de produtores e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). ?Juntos, vamos propor ações de combate à doença e a organização do setor?, explica. A doença se caracteriza pela presença de um revestimento pulverulento, branco-acinzentado, nas folhas. A ocorrência é centralizada nas folhas adultas, ocasião em que não é tão prejudicial como quando ataca as inflorescências. A presença do Oidio teve sua maior incidência em 2013, quando houve uma drástica redução na produção não apenas na Bahia,mas em outros estados produtores. (ASCOM)


