Por segurança e acordos comerciais, Salvador ‘fecha’ Carnaval

Os dois principais circuitos do carnaval de Salvador, o Dodô (Barra-Ondina), na Orla, e o Osmar (Campo Grande), no Centro, serão ?fechados? e terão acessos controlados pela Prefeitura e pela Polícia Militar. A medida será oficialmente anunciada na próxima segunda-feira, 13. A novidade é baseada na experiência da festa de réveillon na cidade, que durou quatro dias e atraiu 400 mil pessoas a um local pouco acostumado a eventos de grande porte na cidade, a Praça Visconde de Cairu, no Comércio, sem quem tenham sido registrados incidentes graves de segurança.

 No caso da virada do ano, o procedimento foi simples. Tapumes cercaram a área destinada ao público, com cerca de 500 metros de extensão, e barreiras, chamadas ?pórticos? pela administração pública, foram instaladas nas extremidades, com policiais revistando os visitantes, com uso de detectores de metais. Dezenas de facas, garrafas de vidro e outros objetos cortantes foram recolhidos. A criação do perímetro controlado também permitiu aos fiscais da prefeitura acompanhar o trabalho dos vendedores ambulantes cadastrados e coibir a venda de produtos não autorizados ? como cervejas de marcas diferentes das fornecidas pelo patrocinador da festa.

Para Bellintani, o ?envelopamento? dos circuitos, com a criação do que foi chamado de ?zona de exclusividade comercial? pela administração pública, é necessário para que a prefeitura atinja o objetivo de não ter gastos públicos para realizar a festa. ?Ele nos permite ter maior controle de segurança, mais ordenamento das ações e maior padronização da festa?, avalia o secretário. ?Dentro das áreas dos circuitos, teremos 4 mil fiscais, atuando na verificação dos trabalhos dos 3,5 mil vendedores ambulantes cadastrados e dos blocos e camarotes do carnaval.? De acordo com ele, as polêmicas que podem ser criadas após o anúncio oficial do plano ?são naturais? e ?esperadas?. ?A criação da zona de exclusividade comercial é nosso grande trunfo para atrair patrocinadores e elevar os valores das cotas?, diz o secretário. (Política Livre)