Depois de muita negociação, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) aceitou compor a chapa da oposição como postulante a uma vaga no Senado na disputa eleitoral deste ano. Paulo Souto (DEM) foi o escolhido para concorrer a governador, tendo Joaci Góes (PSDB) como possível vice.
Contudo, ficaram algumas dúvidas a respeito dos acordos que foram feitos para se chegar à conformação final da chapa. Em entrevista concedida, nesta sexta-feira (11), ao programa ?Acorda pra vida? da Rede Tudo FM, Geddel conversou sobre sua decisão de aceitar a concorrência ao Senado. ?Eu tomei a decisão que tinha que tomar, estou feliz. Governo é destino, não era minha hora, se tiver escrito nas estrelas… […] A forma que eu tenho de ajudar a Bahia, agora, é na liderança nacional. O que não deu certo, não deu certo. Estou feliz, alegre, sem carregar nenhuma frustração?.
O ex-ministro contou que convidou o advogado Joaci Góes depois de ter assistido uma palestra em que ele falava sobre Educação. ?O Joaci fez uma palestra sobre Educação que me impressionou profundamente. [Ele dizia] É muito importante distribuir renda. Mais importante é distribuir Educação, fazer projeto de Educação. […] Ele é um homem corajoso, polemista, é um homem de cultura, que foi relator do Código de Defesa do Consumidor…Pensei, pensei e liguei para ele?, contou. ?O PMDB lhe apadrinha e eu tenho certeza que o PSDB vai aplaudir?, afirmou quando Joaci aceitou o desafio.
Sobre o ex-deputado federal Leur Lomanto (PMDB) assumir a Secretaria de Urbanismo e Transportes de Salvador (Semut), Geddel disse que não teve muita negociação, que foi mais um gesto do prefeito ACM Neto, o qual já conhecia o trabalho do ex-deputado. ?Eu não faço negociação às escondidas na política. Eu sou uma figura absolutamente clara?, declarou Geddel. Ele afirmou, ainda, que aceitou compor a chapa pelo fato de acreditar que o grupo vai mostrar ?que ACM Neto está fazendo uma bela administração, em Salvador, e que isso pode ser feito na Bahia?. (BN)


