Depois de algumas reuniões e pedidos de prorrogação no prazo para pagamento de indenizações, a família Bastos, responsáveis pela tragédia que vitimou diversas pessoas durante uma explosão de fogos em 1998, não cumpriu o acordo firmado diante do Ministério Público.
Os Bastos deveriam pagar 15 mil reais a cada herdeiro, até o dia 8 de janeiro de 2014. A segunda parcela, segundo acordo feito com a justiça, seria de 5 mil reais para cada uma das 64 famílias e 20 mil reais para cada sobrevivente, a ser paga no mês de maio. Conforme o que foi acertado, o não pagamento implicaria multa de 20 % sobre o valor.
A primeira prorrogação aconteceu sob a alegação de falta de tempo suficiente para venda e levantamento de dinheiro. Na época, quando questionado o promotor Waldemar Ferraz sinalizou que os Bastos poderiam efetuar o pagamento. ?Nós verificamos que o dinheiro que será arrecadado na venda dos imóveis dá para pagar as indenizações e ainda sobre. Não há motivo para nenhuma preocupação, é uma questão de paciência?, garantiu.
Em entrevista, a representante do Movimento 11 de dezembro, Dolores, falou sobre a maneira como os demais membros do Movimento receberam a notícia.
De acordo com Dolores, na quinta-feira (3), em ligação a Promotoria informou que o pagamento ainda não tinha sido efetuado. ?Embora triste, a notícia não foi surpresa para muitos membros do Movimento. Eu cheguei a falar na frente da Juíza que eles são acostumados a falar e não cumprir com a palavra. O Movimento 11 de Dezembro nunca brigou por dinheiro?, salientou Dolores.
Os membros do Movimento se reunirão às 16 horas desta sexta-feira (4), para em assembleia decidirem quais medidas serão tomadas. Mas, já está definido que nenhum acordo será aceito e os juros serão mantidos. ?O que eles estabelecerem como decisão, eu aceitarei. Estou do lado do meu povo?, declarou.
Até o momento o Movimento não tomou conhecimento de nenhuma venda de imóveis para pagamento da dívida. Dolores informou que não acredita na existência de propriedades disponíveis para a venda. ?Ele possuía uma fazenda que passava por trás de minha casa e vendeu por mais de um milhão, já vendeu o Jardim das Árvores todo. Resta mais o que??, questionou.
No final da entrevista, Dolores voltou a reforçar que o movimento não voltará a reunir-se no Fórum para nova tentativa de acordo com os réus. ?Podemos voltar no Fórum para ver a cara de Vardo, apenas no dia em que ele for preso. Se eles estivessem na cadeia, ele já tinha pagado?, finalizou.


