A audiência de acordo entre empresários e rodoviários não trouxe indicativos para o fim da greve. Em contato com o iBahia, a assessoria do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5-BA) informou que as partes não chegaram a um acordo, mesmo após o presidente do TRT5, desembargador Valtércio Ronaldo de Oliveira, fazer sugestões em reuniões separadas.
Sindicato das empresas alegou que não poderia ir além da proposta de reajuste de 9%, já acordada com o sindicato dos trabalhadores. Contudo, os rodoviários não concordaram e estão pedindo também um auxílio-alimentação de R$ 17.
Assim, a liminar concedida pela desembargadora Débora Machado, que determinou que deverão estar nas ruas pelo menos 70% dos ônibus nos horários de pico (das 4h30 às 8h30 e das 17h às 20h) e 50% nos demais horários segue em validade.
Na manhã desta terça-feira (27) foram realizadas reuniões entre membros do Sindicato dos Rodoviários, onde resolveram recuar e conversar com os trabalhadores parados. Segundo Fábio Primo, vice-presidente do sindicato, toda a diretoria foi para o Sinergia. Lá, eles vão iniciar uma conversa com a categoria, que cruzou os braços na manhã de hoje.A medida, segundo Primo, visa resolver o impasse entre os trabalhadores e o sindicato, que já aceitou a proposta. “A cidade não pode estar pagando pelo erro de uma minoria. Estamos indo conversar com a categoria. Lá vamos tirar todas as dúvidas e tomar uma decisão coerente que contemple a todos”, explicou. (Correio)


