Presidente do SindMed sobre Maternidade Luís Argolo: "Situação é quase irrecuperável"

Dr.Francisco Magalhães, presidente do Sindicato dos Médicos na Bahia- SINDMED , esteve em Santo Antônio de Jesus  para conversar com os médicos do Hospital e Maternidade Luís Argolo. Em reunião, eles concluíram que os médicos não podem mais esperar qualquer solução a não ser, a de pedir demissão coletiva e entrando na Justiça requerendo seus direitos.  Os profissionais estão há 10 meses sem receber salários.  ?Eles tomaram essa decisão. Nossos advogados estão  encaminhando a decisão. Agora só resta a Justiça se pronunciar?, informou.

32 cidades utilizam os serviços do Hospital e Maternidade Luís Argolo. Geralmente são 250 partos  por mês e mais de 50 outros procedimentos  , como coletagem e cirurgias ginecológicas. Segundo ele, esses municípios transferiam suas responsabilidades para a Santa Casa e não contribuíam em nada.  ?É uma maternidade que atende pacientes com alto risco, mas infelizmente, a população fica a mercê desta situação. Os médicos não podem mais ficar sem seus salários?, lamentou.

Todos os médicos que estavam na reunião foram favoráveis a demissão coletiva. ?A meu ver, a decisão dos médicos é até tardia. Mas é uma decisão que chama atenção porque estabelece que não se pode trabalhar e não receber, mas já se chegou ao limite. Amanhã mesmo não terá plantonista?, contou.

Ele afirmou a falência da Santa Casa.  ?A situação é quase irrecuperável.  A situação  é calamitosa?, afirmou.  ? A assistência das gestantes  é obrigação não só do Governo Municipal, mas também do Governo do Estado e do Ministério da Saúde?, acrescentou.

O prefeito Humberto Leite sinalizou um repasse de 80 mil para o hospital.  A obstetrícia tem um custo de 740 mil. Para Dr. Francisco, ao fazer uma análise dos dois valores, ?é uma gota d?agua em um oceano. Não resolve o problema?.

Para ele, a solução poderia vir através da ampliação pelo Governo do Estado, demais municípios e  Ministério Publico.

O presidente do Sindicato não acredita que os médicos mudarão de opinião em relação a demissão coletiva.  Com reportagem da rádio Recõncavo FM.