No início desta semana, familiares de uma estudante do Colégio Estadual Rômulo Almeida, em Santo Antônio de Jesus, procuraram a rádio Andaiá FM para reclamar que a menor de iniciais D.S.J., 16 anos, está de castigo na biblioteca da escola por o período de uma semana.
Segundo a avó da adolescente, por causa de um fato ocorrido dentro da escola, envolvendo 7 alunos, a adolescente foi à única penalizada. ?Hoje ela passou mal. Estive na escola e vários alunos disseram que estava errado, pois sete pessoas erraram e só ela estava sendo punida?, contou.
Nesta quinta-feira (15), a direção do Colégio solicitou direito de resposta, para explicar a população o que de fato ocorreu, segundo o ponto de vista da instituição. De acordo com a professora Carminha Assis, diretora do Rômulo Almeida, a situação chegou ao conhecimento da direção através de relatos de professores, que perceberam uma situação de bullying, vitimando uma aluna.
Aletrada por uma professora, Carminha ficou sabendo que a aluna, em um determinado dia, passou por uma crise de choro no meio da aula. Diante do fato, todos os alunos foram chamados para uma reunião, mas todos negaram o fato, informando que as brincadeiras existentes na turma são geradas e resolvidas entre eles mesmos. ?Procuram defeitos neles mesmos e utilizam-se disso para fazer gracinhas em sala de aula. Mas afirmaram que em momento algum chegaram a agredir a aluna. Tentamos tirar deles o máximo possível de informações, mas ao que parece, eles já estavam preparados para não deixar escapar nenhum tipo de informação?, expos.
A diretora informou ainda que, os pais e responsáveis de todos os alunos envolvidos na situação foram convidados mediante notificação escrita a comparecer na escola, conforme está previsto no Regimento Unificado do Estado da Bahia, com validade para todas as escolas estaduais.
Na tentativa de resolver o problema, a direção da escola optou por separar os alunos. Como a adolescente era a única aluna de uma turma, enquanto os outros seis alunos eram de outra turma, a medida mais lógica é que ela fosse remanejada para outra sala, como previsto em um artigo do Regimento.
Inciso 5, das medidas aplicadas: ?Suspensão de frequência às atividades da classe por período determinado, assegurando o direito de permanência na unidade escolar ou em outro local determinado para cumprimento das atividades curriculares e realização de atividades orientadas pelo professor?.
Desse modo, a gestão salienta que essa foi à medida utilizada pela escola diante dos pais que se fizeram presentes. ?Eles saíram da escola cientes a respeito das medidas que seriam aplicadas?, disse.
Carminha comentou ainda que na biblioteca, local escolhido e previsto em Lei, a aluna estava sendo acompanhada e orientada por um professor. Não ficando em nenhum momento trancafiada, muito menos isolada, uma vez que, o espaço é aberto à comunidade e frequentada por professores que se dirigem ao local para desenvolver atividades escolares. ?Dentro da escola nenhum ambiente pode ser melhor do que a biblioteca. Existe um local que melhor favoreça o desenvolvimento intelectual de qualquer ser humano, que não uma biblioteca??, questionou a direção.


