80% dos médicos do Hospital e Maternidade Luís Argolo já assinaram as cartas de demissão e aguardam decisão

A novela envolvendo Hospital Luís Argolo parece não ter chegado ao fim, após dois protestos e uma subvenção da prefeitura a população ainda corre risco de ficar sem atendimento. Após as ondas de protestos, os médicos ainda mantém a afirmação de demissão coletiva.

Sobre o assunto, o médico Gilvandro Couto, popular Dr. Gil, afirmou que depois da elaboração de planilhas avaliativas, chegou-se a conclusão que os partos realizados através do SUS causam um desfalque muito grande na verba destinada aos hospitais.

Todas as cidades da região pararam de realizar partos e com isso, as gestantes eram encaminhadas para o Hospital e Maternidade Luís Argolo. Para Gil, isso ocorreu após a avaliação do prejuízo. ?Percebendo isso passaram a mandar parturientes para Santo Antônio de Jesus, causando assim uma sobrecarga muito grande. Temos médicos que chegam a fazer 20 partos por plantão. Isso é desumano?, expos.

Dr. Gil salienta que esse problema existe a muitos anos, ressalvando que a nova gestão está realizando um trabalho bom, na tentativa de resolver os problemas. Contudo, os problemas parecem não poder estabilizar-se devido aos desfalques causados pelos partos. ?Mesmo quando ficamos cerca de 11 meses sem receber, conseguimos compensar nossos prejuízos trabalhando em outros lugares. Mas é necessário pensar em pessoas que só tem esse emprego. É um inferno passar dois meses sem receber, sabendo que tem contas e filhos para criar?, salientou.

Pelo que foi exposto, os médicos deverão atender apenas nos sistemas de convênio e particular. ?As cartas de demissão de 80% dos médicos já forma assinadas e entregues a diretoria do hospital desde a segunda-feira (26), mas ainda não sabemos o que irá acontecer. O fato não pode ser encarado como um radicalismo, afinal, deveria ter sido tomado essa medida a cerca de dois anos atrás para que Estado e Prefeitura tivessem acordado?. disse.