Messi, ele orgulhosamente vestia a camisa “10” em seu time. Ele havia começado a jogar aos 6 anos de idade e se transformou em um atacante talentoso. A profissão era seu sonho, de acordo com informações da Time.
Em 2011, o nome de Brian, com então 17 anos, estava entre os vários cortados pelo clube local, que estava com problemas financeiros. Ele ficou arrasado com o que parecia ser o fim de um sonho, explicou sua família à Time.
Brian foi criado em um lar católico e raramente se metia em problemas. Alto, magro e com o cabelo escuro, herança de sua mãe brasileira, Rosana Rodrigues, o rapaz, por muitas vezes, usava uma cruz branca em volta do pescoço, um presente de infância. Pouco depois de ser cortado do time, um grupo de adolescentes marroquinos convidou-o para jogar em casa. Ele aproveitou a chance para preencher seu vazio.
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Pouco depois de dois meses de convivência, ele começou a visitar a mesquita dos novos amigos. Eles o nomearam Ibrahim, disse sua irmã mais velha, Bruna Rodrigues. Mais tarde, ele se converteu ao Islã e mudou seu nome para Abu Qasem Brazili. Sua mãe, que mora na Bélgica há vários anos, ficou surpresa com a súbita transformação, mas apoiou o adolescente.
“Ela achou que era uma fase, uma questão adolescente?, explicou Bruna, se referindo a mãe, que se recusou aos pedidos de entrevista da Time. 'Em seis meses tudo voltaria ao normal', ela dizia. Mas só piorou”, lamentou a irmã mais velha.
O belga era um bom aluno, mas as tensões começaram na escola quando ele começou a arrumar problemas com colegas não muçulmanos e deixou o colégio três meses antes de receber seu diploma. Após completar 18 anos, ele já sabia o básico do árabe e orava de joelhos cinco vezes por dia.
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“Foi mais filosófico naquela época”, disse sua tia, Ingrid de Mulder. “Ele estava perguntando sobre as coisas, querendo saber sobre Deus. Era mais como aprendizado. Ele não era nada radical”, ela afirmou. (iG)


