A reportagem esteve com atletas e comissão técnica do Shakhtar Donetsk na capital ucraniana e, se para alguns a situação é ainda de crise, outros elogiam a atitude do clube de isolar os jogadores dos problemas para que possam atuar. O meia Marlos, transferido em meados do ano do Metalist Kharkiv para o Shakhtar, diz que o clube tem se esforçado para isolar os jogadores da crise. ?Não temos muita informação do que ocorre em Donetsk?, disse o jogador, um dos 13 brasileiros do time ucraniano. ?A comissão técnica prefere nos deixar tranquilos para jogar?, afirmou.
?O que sabemos é que em Kiev estamos tranquilos?. Marlos já estava na Ucrânia quando o conflito começou e não esteve entre os brasileiros que ameaçaram não voltar ao Shakhtar Donetsk, em julho. Apesar de estar vivendo um bom momento, ele admite que sabe que a torcida, nas arquibancadas, tem usado os jogos para se expressar sobre a guerra e criticar o presidente russo, Vladimir Putin. ?Vemos que existe algo?, comentou. ?Nós não sabemos o que é. Mas as torcidas vão aos estádios e soltam algum tipo de energia que está presa. Ali elas têm a possibilidade de dar um grito?.
O artilheiro do Campeonato Ucraniano, o ex-palmeirense Cleiton Xavier, do Metalist Kharkiv, admite: ?O país está passando por uma difícil situação financeira?. Antonio Carlos, ex-zagueiro da seleção e hoje auxiliar técnico no Shakhtar, diz que muitos jogadores tiveram seus carros roubados. Ele conta que vários atletas tiveram suas casas confiscadas, mas os brasileiros não foram atingidos.


