Questionado sobre sua opinião em relação a redução da idade penal, que hoje é de 18 anos, o Coordenador da 4ª Coorpin, Drº. Paulo Roberto Guimarães, afirmou que o país precisa discutir sobre a maturidade do criminoso. ?Nós temos que discutir a maturidade daquele que comete um ato, a partir do momento que nós começamos a ter responsabilidades, nós amadurecemos como pessoa. Eu acredito mais no aumento da pena, no sentido de que se o menor comete um fato grave e hoje ele fica internado durante três anos, eu entendo que o menor que cometer homicídio, ele pode ficar apreendido por 10 anos e passando a ser maior, que seja transferidor para uma penitenciária e cumpra lá seu resto de pena transformada em lei penal. Eu acho que isso teria mais efeito do que diminuir para 16 para 14, 12 anos, porque a gente sabe que alguns crimes são cometidos por falta de maturidade na decisão da ação e nós todos sabemos que a partir do momento que somos cobrados a responsabilidade, nós amadurecemos como pessoa?, argumentou.
Enquanto o Congresso brasileiro debate a redução da maioridade penal, alguns Estados americanos tomam direção contrária e discutem elevar a idade de jovens que são tratados como adultos pela Justiça, Drº. Paulo acredita que é preciso saber o perfil do menor infrator. ?O nós temos que fazer é discutir a nossa realidade, qual é o perfil dos nossos adolescentes, o menor hoje que é pego traficando, ele não comete crime violento, é ouvido e entregue a família, em liberdade é ele quem está na rua disputando espaço e ocasionando algumas mortes em razão da disputa por tráfico de drogas. Eu discuto mais no endurecimento das penas do que justamente a diminuição da idade penal?, pontuou.


