No mês de comemoração ao Dia Internacional da Mulher (Dia 8 de Março) os especialistas da clínica AMO- Assistência Multidisciplinar em Oncologia em Santo Antônio de Jesus trazem informações importantes sobre o check up feminino nas diferentes fases da vida da mulher. Os médicos Iuri Amorim Santana (Oncologista), Rita Chaves (Endocrinologista) Gisele Amorim (Mastologista) e Vivianne Mello (Hepatologista) elencam os principais exames e cuidados. Confira!
Antes do inicio da vida sexual
Na fase anterior a puberdade, as mães devem ficar atentas para o aparecimento de pelos sexuais, aumento das mamas e a primeira menstruação. ?Se a menstruação vier antes dos nove anos de idade, ou a criança apresentar interrupção ou parada de crescimento e ganho de peso inadequado, é importante uma avaliação médica hormonal?, alerta Rita Chaves, endocrinologista da AMO.
Alguns cuidados preventivos com a saúde feminina são necessários antes mesmo do início da vida sexual, como a vacinação contra o vírus HPV (papilomavírus humano), um dos maiores causadores de câncer de cólo de útero. ?Estima-se que até 80% das mulheres com vida sexual ativa terão contato com o HPV e é importante salientar que nem mesmo a camisinha consegue prevenir 100% o contagio por esse agente, reforçando a importância para a vacinação contra o vírus?, alerta o oncologista da AMO, Iuri Amorim Santana.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2014, foram estimados 15,5 mil novos casos da doença, com mais de cinco mil mortes.
A boa notícia é que o a rede pública disponibiliza gratuitamente as vacinas contra o HPV para pré- adolescentes a partir dos 9 anos de idade
Aos 20 anos
Para a mulher na faixa dos 20 anos que já teve a primeira relação sexual, o exame de papanicolau deve entrar na lista de exames rotineiros. “O objetivo é avaliar o colo uterino em busca de células alteradas para indicar a necessidade de outros exames, como colposcopia e biópsia”, explica o oncologista.
Também são recomendados exames como ultrassom pélvico transvaginal e de mamas, colposcopia, vulvoscopia, captura hibrida e exames de sangue. “Eles ajudam na detecção precoce de lesões no colo do útero, cistos nos ovários, infecções, endometriose, entre outros problemas”, esclarece o oncologista.
Ainda quando o assunto é prevenção, a hepatologista da AMO, Vivianne Mello, reforça a importância da vacina contra a hepatite B em todos os pacientes com vida sexual ativa já que esta é uma doença que tem a relação sexual como sua forma mais importante de transmissão. ?A vacina para hepatite B é segura, eficaz, e pode ser tomada em qualquer idade?, esclarece Vivianne.
A endocrinologista Rita Chaves, lembra ainda das alterações hormonais nesse faixa de idade, onde são mais comuns o diagnostico de ovários policísticos. ?Em muitos casos é interessante uma avaliação do endocrinologista. A infertilidade muitas vezes é consequência de distúrbios hormonais nessa faixa de idade?, esclarece a especialista.
Aos 30 anos
Nesta fase da vida da mulher, geralmente com vida sexual ativa, as doenças relacionadas ao aparelho genital feminino ainda são o foco. Por isso, a critério médico podem ser solicitados exames como a colpocitologia oncótica (Papanicolau), colposcopia e ultrassonografia.
O rastreamento do câncer de mama com exame clínico e mamografia também pode ser necessário em mulheres com histórico na família. A mastologista Gisele Amorim esclarece que a minoria dos casos de câncer de mama estão relacionada com alteração genética hereditária, somente cerca de 5 a 10%. ?É recomendável que as mulheres com história familiar importante de câncer de mama, iniciem o rastreamento através da mamografia 10 anos abaixo da idade da pessoa mais jovem da família com câncer de mama, não sendo recomendada mamografia abaixo dos 25 anos. Em alguns casos, pode ser necessário a avaliação com ressonância magnética?, explica Gisele.
A médica lembra ainda que segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, toda mulher a partir dos 30 anos, deve ser avaliada anualmente por um mastologista, o médico especialista em mamas, pois além do câncer elas podem sofrer com as alterações funcionais benignas das mamas (AFBM), antigamente chamadas displasias mamárias.
As AFBM englobam os pequenos cistos simples e a mastalgia ( sensibilidade e dor nas mamas), que são muito comuns na maioria das mulheres. Segundo Gisele, a mastalgia irá fazer parte da vida de 65 % das mulheres em algum período da vida. ? Na maioria das vezes, não é necessário tratamento algum, apenas a orientação. Na maioria das vezes não tem relação nenhuma com o câncer de mama. Em alguns casos extremos, pode ser feito o uso de medicações que interferem no ciclo hormonal, do estrógeno e progesterona, sendo a última opção?, explica a especialista.
Em relação aos cistos mamários, a mastologista diz que caso não sejam palpáveis, pode ser feito o acompanhamento clínico através da ultrassonografia de 6 em 6 meses e caso seja palpável, pode ser feita a punção para esvaziar o líquido cístico.
A mastologista da AMO, lembra que a mastalgia é mais comum no início da adolescência e melhora um pouco antes da menopausa, quase desaparecendo na menopausa. Os cistos de mama são mais comuns na faixa etária de 30 a 55 anos.
Ossos fortes
A partir dos 35 anos de idade a mulher começa a perder massa óssea o que no futuro pode se transformar na osteoporose. ?Nesta fase é extremamente importante a pratica de atividade física para que haja fortalecimento dos ossos da mulher? recomenda o oncologista Iuri Santana.
Além desses cuidados, a endocrinologista Rita Chaves, lembra que nessa fase da vida da mulher cresce a ocorrência de doenças da glândula Tireoide. Segundo a médica, a avaliação deve ser uma rotina anual e deve ser feita através dos exames de ultrassonografia e dosagem dos hormônios específicos (TSH,T3 eT4 livre). ?Nas pacientes com historia familiar ou que apresentem sintomas específicos, esses exames podem ser feitos numa idade mais precoce?, esclarece Rita.
Aos 40 anos
Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, toda mulher aos 40 anos deve iniciar o rastreio do câncer de mama com as mamografias anuais indispensáveis. O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. No ano passado foram registrados 57 mil novos casos da doença.
Segundo Gisele Amorim, se o câncer for descoberto no início, tem chance de até 100% de cura, por isso, a importância da realização da mamografia anual. A médica lembra que o melhor período para realização da mamografia é 10 a 14 dias após a menstruação.
?Quando feito de forma correta, a maioria das mulheres não sente tanta dor. Para enfrentar o desconforto, o exame deve ser feito em local de referência, bem feito, com o posicionamento correto da mama e a paciente pode usar algum tipo de analgésico antes e após o exame, caso seja mais sensível à dor?, explica Gisele.
Aos 40 anos também é importante acrescentar uma avaliação cardiológica , já que nessa fase ocorrem alterações hormonais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
No final dos 40 anos já perto dos 50 muitas mulheres apresentam os primeiros sinais da menopausa , é o chamado climatério, com todos os sintomas característicos (ondas de calor, alterações do sono e do humor, diminuição de lubrificação vaginal e outros. A endocrinologista Rita Chaves lembra que mais uma vez o culpado são os hormônios femininos e suas consequentes oscilações.
Rita defende que a reposição hormonal é uma decisão a ser feita pela paciente, juntamente com o ginecologista ou o endocrinologista. ?O uso do hormônio tem como objetivo primordial manter a qualidade de vida da paciente?, diz a médica.
Também nessa fase da vida, a avaliação metabólica é imprescindível, já que o Diabetes, a dislipidemia (elevação do colesterol e triglicérides) e, muitas vezes, o consequente ganho de peso, devem ser avaliados e acompanhados por um endocrinologista.
Aos 50 anos
Com a chegada da menopausa, as chances de osteoporose são maiores e a densitometria óssea torna-se ainda mais importante. Segundo Organização Mundial da Saúde é imprescindível a realização desse exame partir dos 55 anos . A densitometria óssea deve ser realizada anualmente quando alterada ou a cada dois anos, quando normal.
A endocrinologista da AMO lembra que a densitometria óssea pode ser solicitada ainda mais cedo quando existirem fatores de risco como: menopausa precoce, tabagismo, uso de corticoide prolongado e o uso de hormônio tireoidiano.
?Aos 50, deve ser mantido a avaliação de tireoide e metabólica anual. Nessa fase, de um modo geral, também é indicado o uso de suplementos como o Cálcio e a Vitamina D ,já que com a queda dos níveis hormonais, existe a perda de massa óssea?, destaca a médica.
As chances de câncer também são maiores. “Os cânceres de mama, cólon, endométrio, ovário e colo uterino são os mais comuns a partir dos 50 anos”, conta o oncologista Iuri Amorim. Ele recomenda continuar com a mamografia, papanicolau e exames de sangue e ainda reforça a necessidade de realizar a colonoscopia. “É comprovado cientificamente que esse exame ajuda a identificar tumores que afetam os intestinos grosso e reto, prevenindo a morte causada por esse câncer sendo tão ou mais importante do que a mamografia para o câncer de mama”, compara o médico.
Aos 60 anos
Os exames são os mesmos, mas precisam ser ainda mais frequentes. Cuidados com a osteoporose devem ser intensificados, com a realização periódica da densitometria óssea. “Além disso, a ida ao cardiologista para prevenção da hipertensão arterial e doenças do coração deve ser regra”, orienta o médico. Os demais exames, como dosagem do colesterol, glicemia, cálcio e hemograma também não podem deixar de ser realizados.
Os especialistas da AMO alertam para a importância dos hábitos de vida saudáveis ao longo de toda a vida, com alimentação balanceada, rica em vegetais, com pouco consumo de gordura animal além de atividade física regular. ?Hoje em dia sabemos que a obesidade é fator de risco para diversos tipos de câncer, inclusive o câncer de mama, principalmente para as mulheres que já passaram da menopausa?, finaliza o oncologista Iuri Amorim.
A AMO lembra que todos os exames e procedimentos citados no texto devem ser solicitados sob avalição criteriosa do seu médico de confiança.
Serviço:
A AMO-Assistência Multidisciplinar em Oncologia, fica localizada no Shopping Itaguari, Santo Antônio de Jesus (Rua Roberto Santos, 96 – Centro, Santo Antônio de Jesus – BA, 44572-060). Fone: (75) 3162 23 00
Especialidades: Oncologia, Mastologia, Hematologia,Hepatologia,Hemato Pediatria e Endocrinologia, Cirurgia Geral e Psicologia.
Convênios
Asfeb,Bradesco Saúde,Cassi,Casseb, Golden Cross,Medial/Amil,Petrobras
Plan Assiste,Planserv,Saúde Caixa,Seguros Unimed,Sul América
Unimed Santo Antônio e Postal Saúde.


