OPINIÃO: O perigo de intoxicação alimentar através de alimentos vendidos por ambulantes

Segundo informações, uma criança de Santo Antônio de Jesus faleceu dia 1 de maio devido uma intoxicação alimentar ocasionada por uma salsinha de cachorro quente, que teria comido em uma barraca no São Benedito. Guilherme foi atendido no HRSAJ,encaminhado para o Hospital do Suburbío em Salvador, mas não resistiu e morreu.

A morte deste garoto e a suspeita da família de que ele pode ter sofrido a infecção depois de ter comido um cachorro quente que comprou na rua. traz à tona uma série de  discussões e situações que vivemos em nosso dia a dia. Primeiro: não deveria se permitir de maneira nenhuma qualquer pessoa colocar um ponto de acarajé  da casa ou de cachorro quente, como se alguém decide vender roupa ou qualquer produto. Não era para ser assim. A venda de qualquer alimentação na porta de casa deveria ter um Alvará, deveria passar pela inspeção da Vigilância Sanitária. Não estou querendo culpar a Vigilância, pois eles não podem fiscalizar vendedores ambulantes , mas isso pode ser mudado pela Câmara de vereadores. Outro detalhe é que não sabemos onde o alimento é guardado, como a maionese é armazenada, compramos um amendoim, a mesma mão que pega o dinheiro coloca o amendoim no saco, e imaginamos que não nos acontecerá nada. E muitas vezes acontecem também que compramos e levamos para casa e crianças que são mais sensíveis a esta situação, acabam sofrendo mais que os adultos. Outras pessoas comeram daquele cachorro quente naquela noite, mas aquela criança acabou sofrendo mais, até que, infelizmente, chegou a vir à óbito . Isso traz uma discussão sobre a maneira que os alimentos são comercializados, sobre a fiscalização que acontece muito nas grandes panificadores, nos centros, em shoppings, rodoviárias, mas se esquecem  desses que são feitos em qualquer esquina, em qualquer local sem nenhuma fiscalização, sem nenhuma autorização.  Não quero de maneira nenhuma prejudicar as pessoas que trabalham no comercio informal, mas é só para chamar atenção das pessoas, de como devem ter cuidado com o que comem por aí. Assistimos a um vídeo que um vendedor pegava água de rua para cozinhar o milho que vendia. Assista você também: