Apesar de ter começado o ano de 2015 com um déficit acumulado de R$ 28 milhões e ver acumular dívidas com prestadores de serviço, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) diz ?não ter chance? de parar as atividades por conta da falta de verbas ? assim como aconteceu no Rio de Janeiro, com a UFRJ. Ainda de acordo com a assessoria da Ufba, o ato na segunda-feira (1º) será no sentido de mobilizar políticos, comunidade acadêmica, movimentos sociais e a sociedade civil para chamar a atenção do Ministério da Educação (MEC) sobre a necessidade de reverter o quadro de crise. Apesar dos boatos de greve já circularem pelos corredores da universidade, a reitoria disse que ainda não sabe de nada e de que ?não existe nada concretamente?. Em entrevista ao Correio, o reitor da Ufba, João Carlos Salles, afirmou que as prioridades nesse momento de crise são as atividades acadêmicas e a busca por manter a qualidade da produção intelectual. ?Precisamos garantir as bolsas para a assistência estudantil, um restaurante universitário com um quantitativo de refeições suficientes, biblioteca que funcione nos finais de semana?, exemplifica o reitor. Este ano, o orçamento total aprovado para a Ufba foi de R$ 1.314.749.911, no entanto, mensalmente a Reitoria tem recebido repasses menores que chegam a ser 40% a menos do que o previsto. ?Precisamos de condições para garantir a qualidade do ensino e manter as atividades de pesquisa e de extensão?, disse.


