Ingredientes de comidas juninas ficam mais caros em Santo Antônio de Jesus

Se aproximando o São João, aumenta a procura por produtos agrícolas usados na preparação das COMIDAS TÍPICAS DA FESTA JUNINA. Na feira livre de Santo Antônio de Jesus esse grande movimento já é observado desde o início do mês, sendo que nesse ano de 2015 o consumidor poderá pagar mais caro por alguns produtos.Usado para preparar a tão famosa canjica, o milho está mais caro. De acordo com o vendedor João Sampaio, o excesso de sol e a falta de chuva no inicio do ano impactaram na produção. ?O milho que eu trabalho é o 10/51, aquele milho maior que o pessoal vende cozido que a gente não tá encontrando. O sol maltratou demais, a pessoa que plantava 20 tarefas, só deu duas tarefas?, disse.O milho verde, comercializado cozido de janeiro a janeiro nas ruas de Santo Antônio de Jesus, vem de Barreiras e Juazeiro e custa R$ 70,00 o cento para a compra, já o milho plantado no Vale do Jiquiriça e Recôncavo Baiano, o cento está sendo vendido por aproximadamente R$ 50 reais, preço para o consumidor final. A dúzia do milho está custando em média R$ 5 reais.Quanto ao amendoim, o litro está custando de R$ 2 a 3 reais e até o presente momento a procura está maior do que a oferta, podendo faltar na mesa dos baianos.O agricultor João, morador da Comunidade Rural do Camaçari em Santo Antônio de Jesus vende feijão de corda no atacado. Segundo ele o saco de feijão custava R$ 40,00, mas baixou para R$30,00. O litro de feijão macassa está sendo comercializado por R$5,00. ?Gosto de trabalhar com esse feijão porque eu colho o tempo todo, depois de 5 safras corto o pé e planto de novo?.A laranja, colhida em grande quantidade na região, também pode ter seu preço reajustado. Uma praga que tem afetado os laranjais tem causado prejuízos aos agricultores no interior da Bahia. O senhor Valdemar Correia, morador da localidade da Cana Brava em Varzedo perdeu uma plantação inteira. ?O laranjal não flora, não carrega, a fruta fica preta igual um pó de café e atinge a charca toda. O jeito foi derrubar?, disse Valdemar.

Hélio Alves/Tribuna do Recôncavo