A alimentação é um dos fatores mais importantes para que o período de gestação transcorra da melhor forma possível. Além da ansiedade natural que a espera do bebê já traz para a futura mamãe, é comum surgirem dúvidas sobre o que comer, quando comer e as quantidades corretas, uma vez que as escolhas implicam diretamente no perfeito desenvolvimento do feto.
Para Flávia Morais, coordenadora de nutrição da rede Mundo Verde, a gestante não deve se privar dos prazeres da mesa, no entanto, é preciso ter cuidado com as escolhas e bastante disciplina. ?O acompanhamento nutricional é importante, pois a mulher necessita de ajuda para compreender as suas novas necessidades orgânicas e auxílio para elaborar e consumir uma dieta adequada, que contenha todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do seu organismo e o da criança, devendo incluir em cada refeição, pelo menos, um alimento de cada grupo alimentar?, reitera. É essencial ainda, que sejam evitados longos períodos de jejum, para uma melhor digestão e aproveitamento dos alimentos. ?O correto é alimentar-se a cada 3 horas, melhorando a sensação de fome, azia e mal estar. Deve-se comer devagar e mastigar bem os alimentos?, complementa.
A especialista ainda ressalta que a obstipação intestinal é um problema que frequentemente ocorre neste período, devido a restrições das atividades e a pressão do útero, que se eleva. Porém, para a maioria das gestantes, a alimentação equilibrada, associada ao consumo adequado de líquidos, tende a neutralizar os episódios. ?Veja que a hidratação também é muito importante durante a gestação. O consumo total de líquidos deve ser por volta de 1,5 a 2 litros por dia. Água e sucos (de preferência orgânicos) estão liberados, principalmente nos intervalos entre as refeições?, destaca Flávia.
Confira agora as dicas nutricionais da especialista para uma gestação tranquila e repleta de saúde:
Carboidratos: fonte de energia para a gestante e para o bebê. Quando o consumo de carboidratos é baixo ao longo da gravidez, o recém-nascido corre o risco de nascer com baixo peso. Eles são encontrados nas frutas, verduras, legumes e cereais integrais – como arroz, macarrão, pães e biscoitos integrais e barras de cereais.
Proteínas: são essenciais para o desenvolvimento dos novos tecidos, tanto da mãe como do bebê, desempenhando um papel importante na formação do útero, mamas, placenta e líquido amniótico. Boas fontes protéicas são: carnes magras, como frango e peixe; leguminosas, como feijões, soja, lentilha, grão de bico, ervilha; frutas oleaginosas como nozes e castanhas; laticínios e ovos; quinua e amaranto.
Lipídios: fornecem energia à mamãe e à criança. Contribuem para o crescimento do bebê e para a formação dos estoques energéticos que a mulher vai utilizar no período de aleitamento. É importante que o consumo de gordura seja por meio de gorduras “boas”, que são as insaturadas, tais como: óleos de coco, milho, girassol, gergelim, soja, canola, macadâmia, azeite de oliva extravirgem, peixes como salmão, atum e sardinha e a linhaça. (Notícias ao Minuto)



