O governo da China prendeu mais de 15.000 internautas sob a acusação de colocar em risco a segurança do país. A ação ocorreu após a veiculação de informações referentes às explosões no porto de Tianjin, que matou 114 pessoas e deixou mais de 200 feridos.
Muitas dessas postagens criticam a atuação do governo chinês no caso. Os sites bloqueados pelo governo desaprovavam a atenção dada às vítimas da explosão, bem como a falta de transparência nos processos de investigação e a escassez de informações oficiais.
Em julho deste ano, a China lançou a campanha ?Limpeza na internet?, que busca vigiar o espaço virtual e banir informações consideradas ilegais e nocivas, ou sites que promovam a pornografia, a apologia ao uso de armas e apostas ilegais.
O governo alega que uma parcela dos internautas é responsável por assustar a população com publicações classificadas como irresponsáveis. Entre os boatos, o governo mencionou páginas que compararam o caso de Tianjin com as explosões das bombas atômicas no Japão. (Correio)
Desde a chegada de Xi Jinping ao poder, a China adotou como prioridade controlar o ciberespaço do país. Opositores do governo que manifestavam suas opiniões em sites e blogs foram presos e forçados a confessar seus delitos.


