Comércio de Santo Antônio de Jesus foi pauta do jornal Estadão de São Paulo

Um jornal do estado de São Paulo um dos mais importantes e mais lidos do país, o Estadão, fez uma matéria destacando o potencial de consumo do interior do país, a cidade de Santo Antônio de Jesus teve o maior destaque. O comércio santo-antoniense é líder em atrair pessoas de cidades vizinhas, consequentemente torna-se bastante divulgado por todo país. Já não é a primeiro veículo de expressão nacional que faz matéria desse tipo. As redes Bandeirantes já fizeram duas matérias relacionadas ao comercio. Veja o texto:

O grande desafio é descobrir onde está esse potencial de consumo. E o estudo fez o mapeamento dos maiores mercados. ?Há bolsões de crescimento do consumo nesse universo de desaceleração?, afirma Fábio Stul, sócio-diretor da consultoria e responsável pelo estudo. Para identificar esse bolsões, os consultores dividiram o País em 550 microrregiões, usando critérios econômicos e demográficos. Eles avaliaram as oportunidades de venda de 60 categorias de produtos em cada região, cm base em projeções feitas por um grupo de estatísticos que fica na Índia. A conclusão é que há no País cinturões com potencial de crescimento do consumo muito acima da média anual de 1% a 3% projetada para o Brasil como um todo até 2024.

Esses cinturões de crescimento do consumo estão fora das regiões metropolitanas e agrupam cidades do interior do País que ficam num raio de 75 quilômetros a 200 quilômetros das capitais. Além da localização privilegiada, o traço comum entre esses bolsões de consumo é o grande número de famílias jovens das classes C e D, que ascenderam socialmente têm uma grande demanda insatisfeita.

?Os cinturões têm potencial para ampliar o consumo num ritmo muito maior do que a capital e o interior como um todo?, explica Rogério Hirose, sócio da consultoria. N estado de São Paulo, por exemplo, o consumo dos bolsões deve crescer um ponto porcentual acima do da capital e do interior do estado como um todo até 2024. Na Bahia, essa diferença no ritmo de crescimento chega a 1,5 ponto e no Piauí é de 2 pontos porcentuais.

Localizada a 100 quilômetros da capital paulista, às margens das Rodovias Bandeirantes e Anhanguera ? tida como polo tecnológico com sede de empresas importantes como IBM, Dell e ZTE-, Hortolândia é apontada pela consultoria como um cinturão com potencial de crescimento do consumo superior ao da cidade de São Paulo nos próximos anos. Além de empresas de tecnologia, a cidade diversificou sua vocação e atraiu companhias de outros segmentos, como a Bombardier, de vagões ferroviários, e a farmacêutica SEM. O município acaba de receber uma loja da catarinense Havan, que funciona coo um ímã na atração de consumidores de cidades vizinhas.

Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, é apontado como bolsão de consumo. A 200 quilômetros de Salvador, cidade tem 100 mil habitantes, mas esse contingente chega a 1,6 milhão, por atrair consumidores de cidades vizinhas que vão às compras o comércio local, avaliado como o mais barato da Bahia.

Estrutura. Municípios com fatia maior de famílias das classes C e D podem ampliar as compras com velocidades 25% maios em relação a cidades com maior peso de alta renda na população, concluiu o estudo. Também as cidades com maior proporção de jovens têm potencial para expandir o consumo num ritmo 18% maior do que aquelas com uma população mais velha.

?Há fatores estruturais no Brasil que ainda vão permitir um crescimento razoável do consumo até 2024?, afirma Stul. Entre os fatores, ele aponta o bônus demográfico. Em 2022, a fatia de brasileiros na população economicamente ativa, entre 18 e 50 anos, estará no pico da geração de renda e consumo. ?As empresas que identificarem esses bolsões vão surfar na onda do crescimento?, diz Hirose.