Os comentários feitos por professora universitária na sala de aula, para alunos do curso de Comunicação Social das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, gerou polêmica e causa revolta nas redes sociais.
Ao pedir um trabalho para os estudantes do curso, a docente fez declarações preconceituosas sobre portadores da Síndrome de Down. De acordo o jornal O Dia, a professora estava se referindo à série “Qual é a diferença?”, que vai ao ar aos domingos no Fantástico.
“Não me venha com documentário sobre gente com síndrome de down, porque podem até achar bonitinho, mas aquilo é horrível, não é normal, não adianta, eu odeio ver. Agora vem aí dez semanas de dr. Dráusio Varella, com esse tema. Um saco. Quem quer ver isso?!”, disse a professora durante uma aula na última sexta-feira (14).
Uma aluna rebateu os comentários da docente, que ainda reafirmou: “Gente, não adianta. Ninguém quer um filho com síndrome de down, você quer um filho com síndrome de down?”, relata o jornal carioca. A estudante Elisa de Souza Pinto revelou o caso em um post do Facebook, e ainda disse que trancou a disciplina por conta do episódio. A atitude da professora foi repudiada pela ONG Movimento Down, e também pelo diretor-geral da instituição onde ela ensina. Leia abaixo a nota na íntegra:
À Comunidade Acadêmica da FACHA:
“Quero expressar o meu mais profundo repúdio ao fato ocorrido em sala de aula, no dia de ontem, e envergonhado, com o comportamento, postura e conduta adotados por determinado professor, pedir desculpas a todos que, como eu, se sentiram ofendidos com pensamento tão preconceituoso e totalmente fora dos princípios éticos e morais que regem nossas ações há 44 anos.
Ao longo de sua história de quase cinco décadas, a Facha tem pautado o seu trabalho acadêmico, baseado no respeito aos valores éticos e morais, jamais permitindo qualquer tipo de discriminação, seja ela qual for. O que ocorreu é absolutamente lamentável. Inacreditável.
Lamento profundamente esse mais do que triste episódio e informo que o docente será chamado a se explicar, se é que existem explicações para fato tão repugnante. Quero, contudo, deixar claro que o pensamento do docente não reflete obviamente o pensamento dos dirigentes da Facha e que cada um responde por seu atos.” (Correio)


