Entrevista com o titular da Delegacia de Nazaré
Titular da Delegacia de Nazaré, o delegado Marcos Maia minimizou o poderio da Katiara e destacou algumas ações que têm sido tomadas para neutralizar o grupo na cidade onde foi criado. Para ele, Roceirinho só ganhou força porque conseguiu dominar uma área importante em Salvador.
Como é a atuação da Katiara na região?A quadrilha se sustenta somente no tráfico. A base central dela é em Valéria. O bando transporta a droga de lá para cá. Não vejo eles como uma organização criminosa. É apenas um grupo que acabou ganhando força por estar em Valéria.
Já que o senhor minimiza a facção Katiara, chamando-a de grupo, por que se fez necessário uma megaoperação, por terra e água, incluindo a participação da Polícia Federal, para desestabilizar a quadrilha?Isso é normal. É uma ação do governo para trazer mais segurança nas comunidades, com vários mandados. A gente faz uma megaoperação para pegar tudo de uma vez. É uma resposta à sociedade. Aqui, em especial, tentei de uma forma maior, por causa das dificuldades: mangue, rio e morro. Tive a informação de que esses traficantes ficavam escondidos em cabanas no mangue. Com helicóptero, descobrimos quatro cabanas e encontramos em uma delas mantimentos, balança de precisão.
Como o senhor avalia a operação de terça-feira?Foi uma grande resposta aos criminosos, que se achavam intocáveis, e à população que vivia assustada. Hoje, a cidade está mais tranquila. A operação tirou de circulação criminosos importantes que articulavam as ações da quadrilha, como subgerentes, responsáveis pela coleta de dinheiro nas bocas de fumo.
As ações conjuntas vão continuar em Nazaré? E até quando?Estamos com o patrulhamento diário e com a PM também fazendo rondas. Montamos ações conjuntas e continuaremos fazendo patrulhamento conjunto com mais veemência nas periferias.(Correio)



