Dono de uma padaria no Brooklin, em São Paulo, o português João Teixeira está acostumado a presentear funcionários de botecos e de bancas de jornal com bolos e coxinhas em troca de moedas. A dificuldade maior é sempre durante as festas de fim de ano, mas do último Natal para cá, só piorou. Nem os bancos, que costumam fornecer troco para os comerciantes, vêm recebendo moedas para operar.
Incansável caçador de centavos, Teixeira se viu, há alguns dias, em uma cena inusitada. Foi pedir troco numa agência do banco Santander, de onde é cliente, e acabou abordado por uma atendente, conhecida de longa data: “Ô João, você não me arruma umas moedinhas de cinco centavos?”
Quem o viu chegar com um pacote de 100 moedas debaixo do braço e entregar no caixa da agência deve ter achado estranho, diz ele. “Mas foi o que aconteceu. Fiz na amizade.”
Só que, do outro lado do balcão, nem a amizade com a clientela tem sido suficiente para suprir a falta de moedas no comércio. A reportagem ligou, aleatoriamente, para 15 agências bancárias de São Paulo – do Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil (no Itaú não foi possível falar com os atendentes por telefone.(Notícias ao Minuto)


