A Divisão de Homicídios investiga se os criminosos que assaltaram na Ceasa-RJ, Subúrbio do Rio, e deixaram dois mortos e um ferido na manhã de segunda-feira (17), tiveram a colaboração de funcionários.Os suspeitos com fuzis assaltaram uma mulher que transportava o malote de dinheiro de um supermercado da Ceasa e levava para o banco. A ação foi no fim da manhã, um horário de grande movimento no local.
Os assaltantes chegaram em dois carros e renderam a funcionária na frente da agência bancária que funciona dentro da Ceasa. Mariane Santos da Silva, de 24 anos, costumava depositar o dinheiro do mercado e chegou ao banco no carro da empresa, que é um fusca.
As imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que Mariane é rendida por um dos criminosos. Ele arranca a mochila com o dinheiro e ela é empurrada de encontro à mureta.Nesse instante, dois seguranças que estavam no local atiram. Os suspeitos respondem com mais tiro e, quando percebem que são muitos criminosos, os seguranças recuam e se abrigam no banco. Nesse momento Mariane corre e cai no chão. Ela foi atingida por um tiro nas costas. Os criminosos conseguiram fugir em dois carros.
Antenor Silva Rios Neto era quem dirigia o fusca em que estava Mariane. Ele também foi baleado e morreu na ambulância. Walmir Santos, de 42 anos, era um dos seguranças e acabou ferido na troca de tiros. Ele recebeu atendimento no Hospital Carlos Chagas.
A promotora de vendas Roseane Falcão que trabalha em frente ao banco contou os momentos de desespero. ?Eu estava dentro do mercado. Na hora do barulho a gente se jogou no chão. Foi a maior correria, todo mundo entrando para dentro do mercado, porque é aqui em frente. Todo mundo com medo, muita insegurança. Foram mais de 20 tiros?, disse Roseane.
A irmã de Mariane disse que ela trabalhava há três anos no mercado e, há pelo menos um, fazia os depósitos.
?Ela tinha medo. Como é que pode? Ela vinha com mochila de dinheiro, não sei a quantidade, mas pra vir em mochila, R$ 50 mil, R$ 100 mil para cima, pra depositar em um fusca? Com um segurança sem uma arma? E o carro forte? Não existe isso, não existe?, disse Joyce Santos.
O advogado da empresa deu outra versão e disse que tinha R$ 18 mil e que não era uma operação comum
A Divisão de Homicídios já está com as imagens das câmeras de segurança do local. Os investigadores acreditam que pelo menos cinco homens participaram do assalto. Os três seguranças que trocaram tiros com os criminosos foram levados pra Divisão de Homicídios e indiciados por porte ilegal de armas e munição. (G1)


