Um balanço do Ministério da Saúde mostra que, até agora, o país registrou 1.248 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 311 municípios de 14 unidades da federação. Entre o total de casos, foram notificadas sete mortes. Os dados são do Boletim Epidemiológico de Microcefalia, atualizado nesta segunda-feira (31) pelo Ministério da Saúde.
Os estados que mais preocupam em relação aos casos registrados são. Rio, Rio Grande do Norte, Sergipe e Pernambuco.
Pernambuco é o estado com maior número de diagnósticos de microcefalia, com 646 casos confirmados, e já decretou situação de emergência.
Sergipe também declarou situação de emergência, na terça-feira, 1, após aumento no número de casos de microcefalia na região. O estado diagnosticou 78 bebês com a má-formação neste ano, em 32 cidades.
O terceiro Estado a registrar o maior número de casos de microcefalia, chegando a 79, é o Rio Grande do Norte. O decreto de emergência na saúde do governador Robinson Faria (PSD) deverá ser publicado nesta quinta-feira, 3, no Diário Oficial.
O estado do Rio de Janeiro tem 23 casos de microcefalia identificados este ano. Oito mulheres relataram ter tido manchas vermelhas no corpo. Esses casos estão sendo investigados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública. Até segunda-feira, 21 crianças haviam sido diagnosticadas com a má-formação.
O Ministério da Saúde avalia a possibilidade de distribuir repelentes para gestantes como uma estratégia para tentar conter o avanço da epidemia de bebês com microcefalia no Brasil. Ainda não há um consenso sobre a adoção da medida, mas o ministro da Saúde, Marcelo Castro, admitiu à reportagem que a hipótese está em discussão. “Estamos avaliando todas as possibilidades”, disse.
Castro disse ainda que a situação vivida pelo país com relação ao aumento de casos de microcefalia é a ?maior calamidade? que o Brasil viveu nos últimos tempos. ?Um drama de dimensões extraordinárias o que está acontecendo. O poder público e a sociedade têm que dar a resposta na mesma altura do drama?, disse o ministro.
Outra medida na mesa do governo é a distribuição de telas para serem colocadas nas casas. Dentro do ministério, há resistência à adoção das medidas, em razão do seu alcance limitado e pela polêmica que a atitude poderá provocar. Não há garantias de que as telas sejam usadas pela população.
Críticos da proposta afirmam que as duas medidas poderiam enfraquecer a principal mensagem do governo, que é tentar reduzir o número de criadouros do Aedes aegypti. Defensores da proposta, por sua vez, afirmam que todos os mecanismos de contenção da doença devem ser usados.
Por enquanto, o governo sugere que mulheres se protejam contra picadas do mosquito usando repelentes, protegendo suas casas com telas e usando roupas de mangas longas.
A má-formação, considerada rara, teve um aumento súbito este ano. Além da explosão do número de casos, a doença se alastra numa velocidade que impressiona governo e autoridades sanitárias. (Notícias ao Minuto)



