Santo Antônio de Jesus: Secretária de Saúde afirma que a Prefeitura não gera a folha de pagamento da Santa Casa de Misericórdia; Direção do Hospital responde

A Maternidade Luís Argolo amanheceu com atividades paralisadas nesta terça-feira (01) em Santo Antônio de Jesus. Numa entrevista ao Programa Levante a Voz na Rádio Andaiá, a Secretária de Saúde, Laurijane Mercês afirmou que a Santa Casa de Misericórdia é uma instituição privada com viés filantrópico. ?Não temos correlação direta dos profissionais, isso não quer dizer que a prefeitura não é sensível, pelo contrário, até hoje por causa da Prefeitura e da Secretaria problemas maiores não aconteceram, estamos tentando ajudar o máximo?, explicou. A mesma garante que a Prefeitura não gera a folha de pagamento e que sempre tentou ajudar a resolver os problemas de metas da Santa Casa de Misericórdia. ?o atraso é por  questões de mudanças no contrato, pois precisava de documentação.  Porém, há poucos meses foi liberado uma quantia de R$ 1.400.000,00 pelo Estado para o Hospital e para onde foi o dinheiro para pagar a folha??, questiona.

Resposta da Direção do Hospital:

Uma das diretoras da santa Casa de Misericórdia, Ludmila falou numa entrevista ao Programa Levante a Voz na Rádio Andaiá FM que estavam tranquilos quanto ao pagamento dos funcionários, pois a Secretária de Saúde garantiu o repasse hoje. ?Ao acordar nos deparamos com essa situação. Só gostaria de explicar a Secretária que nós somos pessoas de respeito, fazemos um trabalho limpo e digno. Ela sabe que tomamos o empréstimo nessa quantia citada para pagar a dívida da gestão passada, inclusive nem chega perto do valor total?, disse. A mesma afirma que o empréstimo tomado foi vinculado ao dinheiro do Estado e não do município.?a secretária pode ficar tranquila que o Provedor vem prestando conta desse empréstimo ao Conselho Municipal de Saúde a quem deve prestar conta. O repasse que vem do município não dá para pagar os funcionários, todos sabem que a renda que a Santa Casa tem é do contrato com o município?, pontuou. 

 

Sine Saúde fala sobre a situação: 

O representante do Sine Saúde, Cosme Souza também e pronunciou em relação a manifestação. ?Estamos tristes por ter que parar uma unidade hospitalar, isso não é bom para ninguém, principalmente para a população?, disse. Souza ainda afirmou que, além do atraso salarial desde outubro, tem o 13º que era para ser pago a primeira parcela ontem, mas ainda estão recebendo o de 2014 que foi parcelado em quatro vezes.  Na mesma entrevista concedida ao Repórter Itajay Júnior, o dirigente do Sine Saúde, Jamilton Goes disse que falta harmonia entre a Secretaria de Saúde e Direção do Hospital Luís Argolo. ?Nós não queríamos paralisar as atividades por que prejudica a população, mas não podemos cruzar os braços quando a gente vê que no Luís Argolo um mês não corresponde a 30 dias e sim 60. Alguma coisa acontece com o dinheiro extra que entra ali e não dá para pagar a todos os funcionários?, comenta.  O mesmo garante que a paralização não afetou os médicos, ou seja, estará sendo realizados atendimentos de emergência. 

 

Jéssica Oliveira/Blog do Valente