A Associação de Amigos do Autista da Bahia (AMA), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) com sede em Pituaçu, festeja uma importante conquista para manter o trabalho de assistência gratuita a famílias de baixa renda.
A partir de uma campanha, conseguiu reformar a piscina que estava desativada. De acordo com a responsável pela instituição, Rita Valéria Brasil, após divulgação em um canal de TV, pessoas sensibilizadas com a causa fizeram doações. Nesta quarta-feira, Dia das Crianças, a piscina será reinaugurada.
É por meio de ações como essa que a AMA vem conseguindo atender autistas. Segundo Rita, a entidade funciona há 13 anos como um centro de atendimento educacional especializado.
A casa onde funciona é alugada por R$ 6 mil mensais. “Há anos o dono tenta tomar a casa para vender. Temos praticamente um ano para ficar. Ganhamos um terreno, no bairro do Stiep, e provavelmente na próxima semana será liberado nosso alvará para iniciarmos a obra.
Rita conta que precisará de uma campanha maior para auxiliar na construção da nova sede. “Aqui necessitamos de muitos recursos. Estamos precisando de pessoas que possam apadrinhar algumas de nossas crianças e contribuir com qualquer valor ou doações”.
Bom exemplo
O jovem Emmerson Vagner, 20, há seis anos se desloca do município de Candeias (Grande Salvador) até a sede da AMA, onde recebe acompanhamento. A mãe dele, a professora Ednalva dos Anjos, 51, conta que o filho tinha um comportamento agressivo até receber atendimento na instituição.
“Ele chegou aqui enlouquecido, jogava coisas na piscina, nas casas dos vizinhos. Hoje, o comportamento dele é outro, tornou-se um menino supertranquilo, porque aqui as pessoas dão atenção. Nós acompanhamos o efeito do trabalho feito na associação e agradeço sempre a Deus e a AMA, por ter nos acolhido”, diz ela.
A doença
O autismo é um distúrbio neurológico que é caracterizado pelo comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e que leva a um comportamento restrito e repetitivo.
Segundo Rita Valéria, os primeiros sintomas aparecem até os 3 anos de idade, sendo que uma das características mais marcantes nesse período é a dificuldade socialização da criança afetada.
“A criança autista não interage com a mãe, não sorri, não beija, não abraça, não gosta de estar perto das pessoas, chorando com muita frequência. Em alguns casos, no entanto, não é perceptível que a criança seja autista porque não possui a fisionomia alterada ou qualquer característica marcante que dê para perceber que ela tem o distúrbio. Isso dificulta que os pais percebam a dificuldade que o filho tem, logo no inicio”, esclarece a gestora da AMA.
*ATarde




