
Um grupo de mulheres está usando as redes sociais para pedir o fim do bloco As Muquiranas. O protestou foi iniciado no Facebook após duas mulheres relatarem terem sido cercadas, molhadas com pistolas de água e agredidas verbalmente por foliões do bloco, na terça-feira (13), no circuito Campo Grande, em Salvador.
Segundo as vítimas, elas foram chamadas de ‘mulher macho’ e uma delas, que é fotógrafa, teve a câmera molhada por um dos homens. Após o relato, um grupo de mulheres passou a se manifestar na internet contra o bloco e foi criada a hashtag “um Carnaval sem Muquiranas”.
“Aquelas armas de água que todo mundo, principalmente as mulheres, com toda razão, odeiam. É chato, é desagradável, é abusivo. Se é divertido apenas para um lado, então não é brincadeira”, escreve uma internauta.
“Cruzar nos circuitos do Carnaval com o bloco “As Muquiranas” é, infelizmente, estar refém de comportamentos machistas e violentos de alguns de seus integrantes através de xingamentos, puxões de cabelo, apertões, tapa na bunda, empurrões, jatos d’água. Esse tipo de prática não pode ser naturalizada”, protesta outra.
- (Foto: reprodução/Facebook)
- (Foto: reprodução/Facebook)
Outro lado
Em defesa do bloco, o engenheiro de produção, Rubens Neto, se manifestou nas redes sociais e disse ser contra a generalização. Segundo ele, a “campanha difamatória não pode ganhar força”. “Pessoal, crianças, idosos, homens, mulheres, o público em geral nos adora; amam nos ver distribuir alegria e simpatia por onde passamos. Um carnaval sem As Muquiranas seria uma festa sem sua maior atração”, afirma.
O VN entrou em contato com o bloco, mas não conseguiu resposta até o fechamento desta matéria.





