Testes realizados em camundongos com a doença de Alzheimer comprovou o estreitamento significativo da artéria. Para os pesquisadores, a descoberta pode ser um caminho para o desenvolvimento de um novo medicamento que evite esse estreitamento.

De acordo com informações do Olhar Digital, uma pesquisa da Universidade de Manchester descobriu que existe uma versão menor da proteína responsável pelo Alzheimer que afeta diretamente o fluxo sanguíneo do cérebro e impede a chegada de nutrientes. O desfecho da atividade colabora justamente para a característica principal da doença: a perda de memória.
De acordo com o Medical Xpress, que divulgou o estudo, evidências já mostravam que a doença de Alzheimer afetava o suprimento de sangue, no entanto, como isso acontecia ainda era desconhecido.
De forma simplificada, o Alzheimer é causado pelo acúmulo de uma proteína chamada beta-amilóide (Aβ) que, quando superproduzida, forma placas no cérebro resultando na falha do processamento do sistema nervoso, que começa a se degenerar, destruindo a memória e outras funções mentais importantes. Segundo dados da pesquisa, observou-se que uma versão menor desta mesma proteína também se instala nas paredes dos vasos sanguíneos e diminuem o fluxo de sangue até o cérebro.
Ao alcançar as artérias piais, responsáveis pelo suprimento de sangue e oxigênio do cérebro, essas proteínas estreitam a artéria, diminuindo o espaço para nutrientes passarem. Isso ocorre por ela conseguir desligar a comunicação com uma outra proteína chamada BK, responsável por enviar alertas para que os vasos se alarguem (para o sangue passar). Esta é uma das causas de perda de memória observada em pessoas com Alzheimer.
Testes realizados em camundongos com a doença de Alzheimer comprovou o estreitamento significativo da artéria. Para os pesquisadores, a descoberta pode ser um caminho para o desenvolvimento de um novo medicamento que evite esse estreitamento. No entanto, mais pesquisas serão necessárias para entender como a versão menor da AB consegue “desligar” o sinal da BK (proteína de alerta).
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