
Os preços dos itens do churrasco ficaram mais caros da Copa de 2018 para a de 2022, segundo levantamento da Universidade Federal de Juiz de Fora. Segundo o professor responsável pela pesquisa, Fernando Agra, o aumento das carnes usadas em churrasco varia entre 65 e 80%.
O levantamento, feito pelo economista e professor da UFJF Fernando Agra, analisou 19 produtos que costumam ser usados no churrasco. Todos tiveram um aumento na casa dos dois dígitos desde junho de 2018.
Frango: 104,86%
Contrafilé: 80,77%
Alcatra: 69,16%
Arroz: 64,38%
Alho: 63,27%
Carne de porco: 56,89%
Maionese: 54,20%
Pimentão: 118,32%
O pesquisador utilizou os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, que mede a inflação oficial do país.
Das razões para o aumento expressivo, Fernando explica que há diversos fatores para o crescimento dos preços. “A pandemia ocasionou um desarranjo na cadeia produtiva, diminuindo a oferta de alguns produtos e insumos, ela provocou uma alta expressiva no câmbio, o dólar alto estimula exportação, então o produtor da carne viu oportunidade em ganhar mais lá fora. Então, menos carne aqui no mercado, preço mais alto”, pontua.
E para Fernando, o dólar afeta de outra maneira o bolso do torcedor. “O dólar alto também gera o aumento no preço dos produtos importados. Junto a isso, a crise hídrica, além das questões climáticas. Juntando tudo isso, é uma tempestade perfeita que contribuiu na inflação dos alimentos e principalmente nos itens do churrasco”, lamenta.
As informações são do G1, Band e outras agências.
Veja mais notícias no blogdovalente.com.br e siga o Blog no Google Notícias



