
A Receita Federal e a Polícia Federal (PF) deflagraram nesta quarta-feira (22) a Operação Recidere, que investiga um esquema de remessa de dinheiro ilícito ao exterior. A operação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Barueri, Mogi Guaçu e Florianópolis (SC).
Segundo a PF, o esquema movimentou mais de R$ 4 bilhões por meio de dezenas de contas bancárias de empresas controladas pelos suspeitos. A maior parte dessas empresas não existe.
Os valores depositados nessas contas eram pulverizados em outras contas para dificultar o rastreamento. Depois, eram remetidos ao exterior por meio de operações ilegais de câmbio ou pela compra de criptomoedas.
Os clientes do esquema são, em sua maioria, empresas comerciais que revendem mercadoria de origem estrangeira, suspeitas de praticarem descaminho. As investigações apontam para a possibilidade de que os operadores do esquema também atuem na lavagem de dinheiro de quadrilhas de tráfico de drogas.
A PF explica que os valores depositados nas contas bancárias eram pulverizados em outras contas para dificultar o rastreamento. Depois, eram remetidos ao exterior por meio de operações ilegais de câmbio ou pela compra de criptomoedas.
“A totalidade dos recursos que circularam por essas contas das duas camadas tem origem ilícita e estava a margem dos sistemas e dos controles da Receita Federal”, diz a PF.
Ainda segundo a PF, os clientes do esquema que já foram autuados são, em sua maioria, empresas comerciais que revendem mercadoria de origem estrangeira, suspeitas de praticarem descaminho. As investigações apontam para a possibilidade de que os operadores do esquema também atuem na lavagem de dinheiro de quadrilhas de tráfico de drogas. Segundo as estimativas, de janeiro de 2018 a dezembro de 2020 o valor enviado para fora do Brasil ilegalmente pode ser de mais de R$ 1,5 bilhão.


