Ex-CEO das Americanas é preso em Madri

Prisão foi efetuada hoje pela Interpol, diz PF

A Polícia Federal informou que o principal investigado da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (27), foi preso na manhã desta sexta-feira (28) em Madri, capital da Espanha. A prisão do ex-CEO da empresa Americanas S.A., cujo nome não foi revelado pela PF, foi efetuada pela Interpol. Ele era alvo de um mandado de prisão preventiva e foi capturado graças à cooperação internacional iniciada pelo Núcleo de Cooperação Internacional da PF no Rio de Janeiro (NCI/Interpol/RJ), após a inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha (Red Notice).

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Uma ex-diretora, que se encontra no exterior, continua foragida.

Os ex-diretores são acusados de envolvimento em fraudes contábeis que somam R$ 25,3 bilhões, segundo a Polícia Federal. Além dos mandados de prisão preventiva, os agentes cumpriram, nesta quinta-feira (27), 15 mandados de busca e apreensão e sequestraram bens e valores autorizados pela Justiça, totalizando mais de R$ 500 milhões.

As investigações, que contaram com a colaboração da atual diretoria do grupo Americanas, também tiveram a participação do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a PF, os alvos da operação praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, um mecanismo onde a varejista antecipa o pagamento a fornecedores através de empréstimos junto aos bancos.

“Foram identificadas fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais geralmente utilizados no setor, mas, no presente caso, contabilizavam VPCs inexistentes”, informou a PF, em nota.

Em nota, o grupo Americanas reiterou sua confiança nas autoridades que investigam o caso e reforçou que foi vítima de fraude de resultados pela antiga diretoria. A empresa afirmou que os ex-diretores manipularam intencionalmente os controles internos. “A Americanas acredita na Justiça e aguarda a conclusão das investigações para responsabilizar judicialmente todos os envolvidos”.