Dólar cai para R$ 5,68 e atinge menor valor em 4 meses com estímulos na China e dados positivos no Brasil

Expectativa sobre taxa de juros no Brasil e nos EUA também influenciou o câmbio.

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (17) em queda de quase 1%, atingindo R$ 5,68, o menor valor desde novembro de 2024. O movimento foi impulsionado por fatores internos e externos, incluindo dados positivos da economia brasileira e medidas de estímulo na China, principal parceiro comercial do Brasil.

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O IBC-Br, índice do Banco Central que funciona como uma prévia do PIB, registrou alta de 0,9% em janeiro na comparação com dezembro. O crescimento foi acima das expectativas do mercado, que previa um resultado mais modesto devido ao fraco desempenho da indústria, do varejo e dos serviços. O indicador também considera o setor agropecuário, que teve desempenho positivo no período.

Além dos dados brasileiros, os investidores reagiram ao anúncio de que consumo, investimento e produção industrial na China superaram as projeções. O governo chinês também revelou medidas de estímulo ao consumo, buscando compensar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O economista Daniel Teles, da Valor Investimentos, explicou como esse cenário beneficia o Brasil:

“Alguns dados animadores da China, principalmente em respeito a estímulo ao consumo, a construção como um todo, acabam beneficiando países que têm um peso muito grande de commodities na sua bolsa. Isso acaba favorecendo o Brasil. Então, a gente acaba atraindo mais capital estrangeiro. No dia de hoje, foi uma entrada muito forte de dólar, o que acaba contribuindo para a queda da moeda e o fortalecimento do real frente ao dólar”, afirmou ao Jornal Nacional.

Os investidores também estão atentos às reuniões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve (EUA) que acontecem nesta semana para definir as taxas básicas de juros. Uma possível elevação dos juros no Brasil pode atrair mais capital estrangeiro e continuar influenciando a cotação do dólar.

No mercado de ações, o Ibovespa avançou 1,46%, impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional, que beneficiou as ações da Petrobras.

Atualmente, o dólar acumula uma desvalorização de quase 8% no ano.