Camisa vermelha da Seleção Brasileira tem 90% de rejeição nas redes, aponta pesquisa

Pesquisa analisou 24 milhões de interações sobre possível mudança no 2º uniforme da equipe brasileira

Uma possível mudança no uniforme da Seleção Brasileira gerou repercussão negativa nas redes sociais. Segundo levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (30), 90% das interações analisadas se posicionaram contra a adoção de uma camisa vermelha pelo time nacional.

A Quaest concluiu que a maioria expressou “reação crítica ou contrária à possibilidade de alteração nas cores tradicionais do uniforme” | Arte/Poder Sports MKT –

O estudo monitorou cerca de 24 milhões de menções entre segunda (28) e terça-feira (29), até às 19h, em plataformas como X (antigo Twitter), Instagram, Facebook, YouTube, Reddit, Tumblr e veículos jornalísticos. Apenas 10% dos comentários foram favoráveis à proposta.

De acordo com a Quaest, a maioria das postagens expressou uma “reação crítica ou contrária à possibilidade de alteração nas cores tradicionais do uniforme”.

A polêmica surgiu após o site especializado britânico Footy Headlines publicar uma matéria, no início da semana, sobre supostas mudanças no visual da Seleção para a Copa do Mundo de 2026. A partir disso, imagens não oficiais de camisas vermelhas circularam amplamente nas redes sociais.

A cor vermelha acabou associada por muitos internautas ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que intensificou a rejeição. Parlamentares da direita, sobretudo do PL, também se posicionaram contra a possível mudança. O senador Flávio Bolsonaro classificou a proposta como “uma afronta” e afirmou que “nossa bandeira não é vermelha”. Já a deputada Carla Zambelli ironizou, perguntando por que a CBF “não coloca logo uma estrela do PT” no uniforme.

Até personalidades do esporte se manifestaram. O narrador Galvão Bueno, durante seu programa “Galvão e Amigos”, da Band, condenou a ideia: “um crime”, declarou. “A história do futebol brasileiro é muito rica, de momentos difíceis, mas também de muitas conquistas. Eu transmiti 52 jogos da Seleção. Então, acho que tenho algum direito de falar, mesmo sem nunca ter vestido a camisa.”

Em meio à repercussão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na terça-feira uma nota oficial afirmando que nem a entidade nem a Nike divulgaram qualquer detalhe sobre os novos uniformes. “A entidade reafirma o compromisso com seu estatuto”, dizia o comunicado.

Horas depois, a CBF atualizou a nota, informando que “os padrões nas cores amarelo tradicional e azul serão mantidos”.

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que as imagens divulgadas recentemente de supostos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não são oficiais. Nem a CBF e nem a Nike divulgaram formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção. A entidade reafirma o compromisso com seu estatuto e informa que a nova coleção de uniformes para o Mundial ainda será definida em conjunto com a Nike.”