A Meta, controladora de plataformas como Facebook e Instagram, anunciou nesta segunda-feira (14) uma nova política que permitirá o uso de dados públicos de usuários da União Europeia (UE) para treinar seus modelos de inteligência artificial (IA) generativa. A medida será aplicada às publicações e interações públicas nas redes sociais, bem como às conversas com o chatbot Meta AI, recentemente lançado na região.

A decisão ocorre semanas após a liberação do Meta AI na UE, adiada inicialmente devido às rigorosas exigências do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). De acordo com a empresa, conteúdos privados e de menores de 18 anos estão excluídos do processo de coleta para treinamento dos modelos.
Os usuários europeus serão notificados sobre a nova política e poderão optar por não permitir o uso de seus dados para esse fim, o que atende às normas de transparência e consentimento previstas pela legislação da UE.
A Meta fundamenta a medida na interpretação mais recente do Comitê Europeu de Proteção de Dados, que reconheceu em dezembro de 2024 que o “interesse legítimo” pode ser uma base legal adequada para o desenvolvimento e uso de modelos de IA, desde que respeitadas as diretrizes de proteção de dados.
A decisão pode abrir caminho para que outras empresas de tecnologia adotem abordagens semelhantes no continente, desde que atendam às exigências regulatórias de privacidade e segurança da informação impostas pela União Europeia.



