Tatuagens ativam sistema imunológico e podem impactar a saúde a longo prazo, diz cientistas

Estudos revelam que pigmentos são combatidos por células de defesa e podem migrar para os gânglios linfáticos

Mais do que uma manifestação artística ou estética, a tatuagem desencadeia uma complexa resposta do sistema imunológico. Assim que a agulha injeta o pigmento na pele, o corpo identifica a tinta como um corpo estranho, acionando células de defesa — especialmente os macrófagos — para tentar eliminar a substância.

A trajetória dos pigmentos das tatuagens dentro do corpo e os possíveis efeitos que isso pode gerar ao longo dos anos (Foto: Imagem gerada por IA)

Esses macrófagos englobam o pigmento, mas não conseguem destruí-lo completamente. Quando morrem, outras células assumem seu lugar, absorvendo os mesmos resíduos. Esse processo contínuo é o que permite que a tatuagem permaneça visível por anos, mesmo com a renovação natural das células da pele.

Apesar de fixado na derme, parte do pigmento pode migrar para os gânglios linfáticos. Pesquisas científicas apontam que essa movimentação silenciosa levanta preocupações sobre possíveis efeitos a longo prazo na saúde, embora ainda não haja conclusões definitivas.

Além disso, algumas cores, como o vermelho, estão associadas a reações alérgicas, que incluem coceira, inchaço e vermelhidão. Há também relatos de inflamações crônicas que surgem meses ou até anos após a aplicação da tatuagem, resultado da tentativa do corpo de isolar os pigmentos.

Com a crescente demanda por remoção de tatuagens, novas técnicas vêm sendo testadas. Uma das mais promissoras combina o uso de anticorpos com sessões de laser. Os anticorpos atuam destruindo os macrófagos que contêm o pigmento, evitando que ele seja recapturado, o que facilita a ação do laser e pode reduzir o número de sessões necessárias.