Vinte e duas famílias do município de Laje foram contempladas com moradias populares por meio de um projeto habitacional articulado entre o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e o Governo Federal. A cerimônia de assinatura dos contratos ocorreu na sede do sindicato nesta terça-feira (16).

O investimento total na construção das unidades habitacionais será de quase R$ 1,7 milhão, com cada casa orçada em R$ 75 mil. A iniciativa é coordenada pelo sindicato local, em parceria com a Caixa Econômica Federal, representada no ato pelo gerente Fred, da agência de Santo Antônio de Jesus.
O vereador Marcelo Valefruti celebrou a conquista como fruto de uma luta conjunta entre lideranças políticas, entidades sindicais e comunidades da zona rural: “Eu me sinto realizado como pessoa e poder no dia de hoje ver tantas famílias, 22 famílias. Claro, poderia ter sido mais, mas também poderia não ter saído nada”, afirmou.
Segundo Marcelo, o retorno do programa federal de habitação viabilizou a retomada de projetos como o que entre 2011 e 2013 garantiu 59 casas para trabalhadores rurais. “Com o retorno do governo Lula e com muita força política do nosso mandato, sindicatos, federações, a gente buscou para que pudesse ser retomado”, completou.
De acordo com Paulino Oliveira, presidente da Cope Habitar, as obras começarão assim que os recursos forem liberados: “Agora o que vai acontecer é que, assim que o Ministério autorizar o dinheiro na conta, a gente já começa as construções com as famílias”, afirmou.
Paulino também destacou que já existem duas plantas aprovadas para as casas, com áreas de 50 m² e 54 m². A escolha entre os dois modelos dependerá da disponibilidade de água no terreno: “Aqueles que não são servidos por água, a gente vai precisar fazer uma cisterna que consome mais ou menos R$ 5 mil”, detalhou.
Outro ponto destacado por Paulino foi o critério de isenção do pagamento de entrada para famílias inscritas no Bolsa Família. Das 22 contempladas, oito não estavam no programa e precisaram pagar 1% do valor da casa para assinatura do contrato.
O projeto também conta com a coordenação de Cosmerina, citada por Marcelo Valefruti como peça fundamental nas articulações em Brasília. Uma comissão local de acompanhamento foi formada com moradores como Luziane e Neto Cardoso, este último também coordenador local do projeto.
“Hoje é um dia muito importante para nós aqui do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Laje. […] Foi um processo de muita luta, muita espera, mas que deu certo”, celebrou Neto.
Entre os beneficiados está Luciane Silva, moradora da comunidade de Boa Vista, na zona rural de Laje: “Eu estou muito alegre pela minha casa, pelo vereador Marcelo, que fez muitas coisas por a gente […] Eu moro na casa dos outros, agora tenho o meu terreno, quero a minha casa, fé em Deus”, disse emocionada.
Marcelo Valefruti reforçou o papel histórico do sindicato: “Esse sindicato foi de suma importância […] quando tivemos as enchentes em Laje. Ajudou muitas famílias com entregas sociais: geladeiras, fogões, muita coisa foi feita”, destacou o vereador.




