EUA cancelam vistos da esposa e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Revogação ocorre após medidas contra profissionais ligados ao programa “Mais Médicos”; governo americano cita “informações sobre inelegibilidade”

Foto: Elza Fiúza/ABr

Os Estados Unidos cancelaram os vistos de entrada da esposa e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (15). A decisão foi comunicada por meio de um e-mail enviado pelo Consulado Geral dos EUA em São Paulo, informando que “surgiram informações indicando” que as duas não eram mais elegíveis para o visto.

Foto: Elza Fiúza/ABr

Segundo o comunicado, o cancelamento impede a entrada no território americano, mas não afeta quem já esteja no país — neste caso, a pessoa poderá permanecer até o fim da validade do visto. Assim que deixar os EUA, no entanto, o visto será automaticamente anulado. O próprio ministro não teve o visto revogado, pois sua autorização de entrada não estava vigente no momento.

A medida contra os familiares de Padilha ocorre na mesma semana em que o Departamento de Estado dos EUA revogou vistos de outros brasileiros vinculados ao programa “Mais Médicos”, mantido pelo governo federal.

Entre os atingidos pela decisão estão:

  • Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde;

  • Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do ministério e atual coordenador-geral da COP-30, conferência climática da ONU que será sediada em Belém (PA) em 2025.

As autoridades americanas não detalharam os motivos exatos para os cancelamentos, mas os casos levantam especulações sobre restrições diplomáticas ou políticas recentes envolvendo a cooperação entre os dois países.

O Ministério da Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação dos servidores nem sobre o cancelamento dos vistos da família de Alexandre Padilha.