Bolor em alimentos: especialistas alertam que cortar a parte estragada não é seguro

Fungos se espalham internamente antes de ficarem visíveis, tornando o alimento totalmente impróprio para consumo

Imagem: reprodução

Ao encontrar bolor em um alimento, basta cortar a parte contaminada ou é preciso descartar tudo? A resposta dos especialistas é categórica, o alimento inteiro deve ir para o lixo. O bolor é um fungo microscópico capaz de se espalhar de forma profunda e invisível na comida muito antes de aparecer na superfície.

Segundo pesquisadores, o micélio, estrutura interna desses fungos, se infiltra pelo alimento dias antes do surgimento das manchas esbranquiçadas, esverdeadas ou pulverulentas que indicam contaminação. Quando o mofo torna-se visível, significa que já houve colonização total.

Apesar de sua importância ambiental, auxiliando na decomposição da matéria orgânica, fungos em comida não são seguros para consumo humano. Por isso, médicos recomendam o descarte imediato.

Quais alimentos NÃO podem ser aproveitados quando têm bolor

Frutas e vegetais

Pães

Sobras de refeições

Geleias e compotas

Manteigas de oleaginosas (ex.: pasta de amendoim)

Bacon e salsichas

Iogurtes

Queijos moles

Qualquer parte que pareça intacta pode estar contaminada.

Como evitar o surgimento de bolor

Embora não seja possível impedir totalmente o desenvolvimento de fungos, algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

Mantenha a cozinha limpa, seca e ventilada

Armazene corretamente alimentos perecíveis

Utilize potes herméticos e papel-toalha para absorver umidade

Compre porções menores para evitar desperdício

Transporte alimentos sensíveis com cuidado

Ambientes quentes e úmidos aceleram o crescimento do bolor.

Riscos à saúde ao consumir alimento embolorado

Mesmo que o impacto mais comum seja apenas o gosto ruim e possível náusea imediata, há riscos, como:

Intoxicação alimentar

Reações alérgicas

Vômitos e diarreia

Dificuldade para respirar em pessoas sensíveis

Profissionais de saúde orientam buscar atendimento caso sintomas persistam após ingestão acidental.