
O cantor Natanzinho Lima comentou, em entrevista ao Blog do Valente, o teto de R$ 700 mil estabelecido por prefeitos baianos para o pagamento de cachês de artistas no São João. Ele foi uma das atrações do Bye Bye Verão, em Vera Cruz.
Questionado por @leonardovalente__ sobre a medida, adotada após a repercussão dos altos valores pagos em festas juninas anteriores, quando alguns cachês ultrapassaram R$ 1 milhão, o artista afirmou que acredita que cada cantor possui um valor de mercado proporcional ao público que consegue atrair.
Segundo Natanzinho, o preço de um show está diretamente ligado à estrutura necessária para a realização das apresentações. O cantor destacou que mantém uma equipe numerosa, com mais de 50 profissionais envolvidos, o que influencia nos custos das turnês. “Cada artista tem seu preço e leva seu público. Se custa aquele valor, é porque consegue entregar e atrair gente”, declarou.
O artista também ressaltou que a contratação depende da decisão dos gestores municipais e produtores de eventos, já que há opções de atrações com diferentes valores no mercado. Para ele, possíveis ajustes podem surgir a partir de acordos entre empresários e prefeitos responsáveis pela organização das festas.
Natanzinho afirmou ainda que não acompanha de perto questões políticas relacionadas à definição dos cachês, mas reconheceu que o tema tem gerado debate nas redes sociais e no meio artístico.
A criação do teto de gastos para contratações ganhou força após o São João do ano passado, quando valores elevados pagos por algumas prefeituras passaram a ser questionados, levando gestores a discutir limites para os investimentos nas festas juninas de 2026.
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