Filme sobre Bolsonaro teve denúncias de abusos e condições precárias em set

Um dos trabalhadores chegou a registrar boletim de ocorrência após relatar agressão por parte de seguranças.

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Trabalhadores do setor audiovisual que participaram das filmagens do longa-metragem “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, denunciaram episódios de assédio moral, agressões físicas e condições precárias de trabalho durante as gravações realizadas no ano passado.

As denúncias constam em um dossiê elaborado pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP). Segundo a entidade, muitos profissionais optaram por não acionar a Justiça por receio de represálias e prejuízos à carreira.

De acordo com os relatos, os problemas começavam logo na entrada do set, onde figurantes afirmam ter sido submetidos a revistas consideradas humilhantes e invasivas. Um dos trabalhadores chegou a registrar boletim de ocorrência após relatar agressão por parte de seguranças.

Os profissionais também denunciaram tratamento desigual entre as equipes. Enquanto integrantes estrangeiros tinham acesso a refeições completas, os figurantes brasileiros recebiam apenas um kit de lanche, mesmo em jornadas superiores a oito horas. Há ainda relatos de alimentos estragados.

Outro ponto questionado foi o valor pago aos figurantes, considerado abaixo do praticado no mercado, segundo o sindicato.

Com estreia prevista para setembro, o filme tem o ator Jim Caviezel no papel de Bolsonaro. A produção informou, por meio da assessoria, que não comentaria o caso de imediato.